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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Uma Pequena Reflexão...

Hoje começo minhas aulas de canto, semana que vem começo minha faculdade de marketing e começo a participar de um grupo de trabalho de dentro da empresa onde seremos os responsáveis pela criação de eventos...

Finalmente a coisa começou a andar, deixou de ser mais um plano entre muitos que fizemos quando estamos no ensino fundamental e no médio onde pensamos o que queremos de nossas vidas. É tão bom quando começa a desandar e você percebe que é a hora certa de dar um rumo para você mesmo, não é? É tão bom você ocupar esse tempo livre que você tinha quando só estudava com coisas que lhe ajudarão a crescer, não é? Trabalhar pode não ser a melhor coisa do mundo, mas é com ele que seus sonhos se realizarão, já que, atualmente, tudo envolve o dinheiro.

Agora eu tenho contas a pagar. Por um lado é ruim, mas, por outro, é uma satisfação você usar seu próprio e suado salário para pagar uma coisa que te faz bem. É muito bom você não ter que dar satisfações à ninguém do por quê você comprou aquela camisa de R$40,00.

Muita gente reclama da vida de barriga cheia, reclama que tem que trabalhar, reclama que tem que pagar contas, reclama que tem que acordar cedo. Será que eles já pararam para perceber o quão ruim seria se não tivéssemos que fazer isso? Conseguiríamos viver sentados na frente da TV sendo sustentados pelos outros sem fazer nada de útil para nós mesmos? Acho que não...

Depois de tantos argumentos quase que sem sentido, o que quero dizer é que devemos tomar um rumo para nós e parar de reclamar das coisas simples que a vida nos trás. Obrigações existem, mas vamos fazer delas um bem para que possamos aproveitar esse curto período de vida que temos. Vamos parar de reclamar e agir...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Ah, sei lá...

... realmente sei lá. Tipo, não sei qual é. Pode ser que seja, pode ser que não. Desconfio que sim. Mas entre o talvez sim e talvez não, há muitos poréns. E não há como saber se é certo. Apenas... se arrisca. Entrando o desconhecido é que se desvenda o mistério. Qual mistério?, você pergunta. Boa pergunta, ainda não descobri. Estou na porta do desconhecido, esperando que me chamem pra dentro. Mas nunca serei convidado. O incerto nunca chama, você escolhe ir até ele. Existe destino, mas existem escolhas. Faça a escolha certa e será feliz. Mas, novamente, não há como saber o que é certo até que seja tarde demais pra voltar atrás. Na verdade, não existe certo. Antes de entrar no desconhecido, não há como saber o que há dentro, e quando você entra, não sabe se era mesmo minutos antes. Resta acreditar que aquilo sempre esteve esperando por alguém. Por você. Ou seja o que for fica tão surpresa quanto você. Pessoalmente, o inesperado é o que mais atrai. Não que eu não espere encontrar alguma coisa, mas prefiro não saber.
E é assim que eu gosto de viver. Entrando no desconhecido, desvendando mistérios, sendo surpeendido diariamente. Tudo isso, claro, sem deixar de olhar as estrelas. Nada contra esse nosso planeta, mas nos outros as vezes se acha vida inteligete. E muito interessante. Um dia quero visitar as estrelas. E, então, cair de lá. Cair direto num banco sobre a grama, embaixo do sol e coberto pelas nuvens, observado por um campo de girassóis.
Adoro o inesperado, mas se isso acontecer... aí eu escrevo de novo, contando como foi.



*talvez esse texto seja intimista demais para a compreensão alheia, mas talvez faça pensar. Se não fizer... pelo menos eu tentei.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Céu e Inferno

Os europeus dizem que no Paraíso, os policiais são britânicos, os cozinheiros italianos, os mecânicos alemães, os amantes franceses e os administradores suíços, e que no Inferno, os policiais são alemães, os cozinheiros britânicos, os mecânicos franceses, os amantes suíços e os administradores italianos.


Utilizando esta lógica, cheguei a conclusão de que o Paraíso e o Inferno sulamericanos são qualitativamente iguais, pois de qualquer forma, é inevitável que os policiais sejam brasileiros e os mecânicos paraguaios. E as chances dos amantes serem equatorianos e os administradores serem argentinos também são altas.

No donut for you

Sem idéias para escrever nada neste momento. OK, isso é mentira, mas tenho quase certeza de que, se começar a escrever algo mais substancial, vou parar no terceiro parágrafo.

Vou dar uma saída. Se me ocorrer algum pensamento brilhante (o que não é tão incomum assim em se tratando de minha pessoa), posto aqui no blog. Ou não.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Purity

Acabo de excluir do meu Orkut pelo menos 160 amigos, e do MSN 34. Qual motivo? Simplesmente não falava com eles mais, e portanto não fazia mais sentido mantê-los no meu perfil como símbolos de eras passadas.

Essa limpeza geral nos meus contatos da internet me mostrou mais uma vez que sou purista: busco uma honestidade comigo e com os outros que parece impossível alcançar. Não exclui as pessoas da minha lista de amigos ou do MSN por raiva ou desgosto. Apenas considerei que tê-los ali como amigos não era honesto, pois não conversávamos.

Antigamente teria medo de fazer tal coisa, pois "o que os outros iriam pensar de mim"? Tinha medo de dizer meus motivos. Agora não. Se você foi um dos excluídos, já sabe o motivo, apesar de eu desconfiar que ninguém vai perceber que tem um amigo a menos em sua lista.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Memória Fraca

Cheguei a conclusão agora que preciso andar sempre com um bloco de notas no bolso. Para quê? Para anotar as idéias que tenho para textos para o blog. Hoje depois do almoço tive um lampejo de três possíveis posts. Meu modus operandi é sempre o mesmo: penso em um tema, formulo minha opinião e uma frase do futuro texto surge de repente, quase diante de mim. Entretanto, se eu não tiver como escrever ou se não ficar mentalizando a idéia repetidas vezes, se tiver que fazer qualquer coisa que requeira utilizar o aparato cerebral, eu esqueço tudo. Só não esqueço que tinha uma idéia muito boa. Essa é a pior parte.

Existem raras e felizes exceções, idéias que se tornam impossíveis de esquecer, por serem extremamente fortes e marcantes.

Felizmente, tenho idéias quase que o tempo todo, o que explica por que escrevo tanto por aqui.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Bloqueio mental 2

Minha mente é uma coisa incrível: frequentemente tenho idéias fantásticas para escrever no blog, mas se não tiver um computador com acesso a internet por perto e/ou não ficar pensando no assunto o tempo todo, acabo esquecendo o que ia escrever. Que merda.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Bíblia Gaudéria

Este texto anônimo, foi encontrado escrito a ponta de faca no balcão de um
bolicho, hoje tapera, no Passo do Elesbão, Quinto Distrito de Cacequi.

"Os causo das escrituras.

Pois não sei se já les contei os causo das Escritura Sagrada.
Se não les contei, les conto agora.
A história essa é meio comprida, mas vale a pena contá por causa dos revertério.
De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe que os dois foram corrido do Paraíso por tomá banho pelado numa sanga. Naqueles tempo, esse mundaréu todo era um pasto só sem dono, onde não tinha nem dele nem meu.
O primeiro índio a botá cerca de arame foi um tal de Abel.
Mas nem chegou a estendê o primeiro fio porque levou um pontaço no peito do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão.
O Caim, entonces, ameaçado de processo feio, se bandeou pro Uruguay.
Deixou o filho dele, um tal de Noé, tomando conta da estância.
A estância essa ficava nas barranca de uma corredera e o Noé, uns ano despois, pegou uma enchente muito feia pela frente.
Cosa munto séria.
Caiu água uma barbaridade.
Caiu tanta água que tinha até índio pescando jundiá em cima de cerro.
O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se largou nas correnteza, o índio velho.
A enchente era tão braba que quando o Noé se deu conta a balsa tava atolado num banhado chamado Delúvio.
Foi aí que um tal de Moisés varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atoleiro.
Bueno, aí com aquele desporpósito, as família ficaram amiga.
A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo do Moisés e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica.
Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando se chegou um correntino chamado Golias, com mais uns trinta castelhano do lado dele.
Abriram a cordeona e quiseram obrigá as prenda a dança uma milonga.
Foi quando os velho, que eram de muito respeito, se queimaram e deu-se o entrevero.
Peleia muito da braba, seu.
O correntino Golias, na voz de vamos, já se foi e degolou de um talho só o Noé e o velho Moisés.
E já tava largando planchaço em cima do mulherio quando um piazito carretero de seus dez ano e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do infeliz que não teve nem graça.
Foi me acudam e tou morto.
Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano.
Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o lado cego do facão.
Foi uma sangüera danada.
Tanto que até hoje aquele capão é chamado de Mar Vermelho.
Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão.
Homem de cabelo nas venta, o major Salomão.
Nem les conto!
Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se bateram em cima dum guri de seus seis ano que tava vendendo pastel.
O major Salomão, muito chegado ao piazito, passou a mão no facão e de um talho só cortou as velha em dois.
Esse é o muito falado causo do Perjuízo de Salomão que contam por aí.
Mas, por essas estimativas, o major Salomão, o que tinha de brabo tinha de mulherengo.
Eta índio bueno, seu.
Onde boleava a perna, já deixava filho feito.
E como vivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre.
E tudo com a cara dele, que era pra não havê discordância.
Só que quando Deus nosso Senhor quer, até égua véia nega estribo.
Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china de bolicho.
Uma vergonhera pra família.
Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomo jeito na vida.
O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano.
Mas, vejam como é a vida.
Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano despois com um tal de coronel Ponciano Pilatos.
Foi ele que tirou ela da vida.
Eu conheço uns três caso do mesmo feitio e nem um deles deu certo.
Como dizia muito bem o finado meu pai, mulher quando toma mate em muita bomba, nunca mais se acostuma com uma só.
Mas nesses contraproducente, até que houve uma contrapartida.
O coronel Ponciano Pilatos e a Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de aposto, que são muito conhecido pelas caridade que fizeram.
Foi até na casa deles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de
Maria Madalena, que despois foi santa muito afamada.
A tal de Santa Ceia.
Pois era uns tempo muito mal definido.
Andava uma seca braba pelos campo.
São José e a Virge Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma mula branca no potrero, chamada Samaritana.
Um rico animal, criado em casa, que só faltava falá.
Pois tiveram que se desfazê do pobre.
E como as desgraça quando vem, já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução.
Os maragato, chefiado por uma tal de coronel
Jordão, acamparam na entrada da Vila.
Só não entraram porque tava lá um destacamento comandado pelo tenente Lazo, aquele mesmo que por duas vez foi dado por morto.
Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se pros maragato e já se veio uns tal de Romano, que tavam numas várzeas, e ocuparam a Vila.
Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um preto muito forte e muito feio chamado Calvário.
Pois vejam como é a vida.
Esse mesmo preto Calvário, degolador muito mal afamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinheira da Virge Maria.
Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato.
Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário, um tal de João Batista e o primo dele, Heródio dos Reis.
Os dois tinham peleado por causo de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre, monsenhor Caifás e o cônego Atanásio.
Mas aí veio uma força da Brigada, comandada pelo coronel Jesus Além, que era meio parente do homem por parte de mãe e com ele veio mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragatos.
Foi a peleia mais feia que se tem conhecimento.
Foi quarenta dia e quarenta noite de bala e bala.
Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco.
São Mateus ficou três mês morre não morre, mas teve umas atenuante a favor e salvou-se o índio.
Nosso Senhor pegou três balaço, um em cada mão e um que varou os pé de lado a lado.
Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos Romanos, o , na altura das costela.
Ferimento muito feio que Nosso Senhor curou tomando vinagre na sexta-feira da paixão.
Mas aí, Nosso Senhor se desiludiu-se dos home, subiu na Cruz, disse adeus pros amigo e se mandou-se de volta pro céu.
Mas deixou os dez mandamentos, que são cinco e que se pode muito bem acolherá em dois:
1º - Não se mata home pelas costa,
2º - Nem se cobiça mulher dos outro pela frente."


Fiquei até depois da hora, mas ficou tri! Até mais, indiada!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Decisões importantes

Venho por meio desta dizer que resolvi me converter e virar Hare Krishna, por que minha sorte do Orkut disse que meu destino mudou completamente.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Dúvida Existencial

O que colocar antes no liquidificador: o leite ou o ovomaltino? Ó dúvida cruel!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Cidade... Maravilhosa?

Quarta feira passada eu acordei as 5:45, tomei um banho, peguei minhas malas e fui para o Rio de Janeiro. Tá, falando assim até parece que eu decidi na hora e subi numa foto e fui, então eu explico.

Pra começar, eu sou carioca, mas moro no Rio Grande do Sul desde 1 ano e meio de idade. Meu pai é do Rio, então toda a família dele está lá.
Meus avós comemoraram suas Bodas De Ouro dia 13,q uinta feira passada, e no sábado houve uma festa, em comemoração. Toda a família foi, a parte que se mudou pro Rio Grande não pôde deixar de comparecer. Fomos de carro eu, minha irmã, meu pai, a mulher dele (não é a mamãe!) e a Nani. Nani é a nossa cadelinha diabética, tinha que ir junto, ela ainda nao aprendeu a medir a glicemia sozinha. Fora alguns engarrafamentos e as terríveis condições das estradas em São Paulo, tudo correu bem. Chegamos lá as 23:30, comemos bacalhau (o peixe) e dormimos. No dia seguinte começou a função de ver toda a parentada. Foi realmente muito bom, não via ninguém lá havia mais de dez anos.

Mas esse post não é sobre meus parentes. É sobre cidade assim chamada maravilhosa. Fique em Cocacabana, Leblon, Barra e Ipanema e o nome ainda pode valer, mas vá para a zona norte e pense de novo. Decadência é a palavra de ordem.

Há bairros na zona norte que são inteiramente pichados, toda e qualquer parede está recoberta de assinaturas ilegíveis. Túneis desbocam em favelas, favelas quase invadem bairros, casebres cobrem os morros antes cobertos de mata. De qualquer janela se vê um aglomerado de barracos e tudo parece sujo.

Isso podeparecer exagero, mas em muitos lugares é a mais pura verdade. Meu pai diz que na infância dele, havia gente da Zona Sul que dizia "do túnel pra lá não conheço e nem quero conhecer". Hoje eu não os condeno. Talvez seja um comentário de gente esnobe, mas pra mim é muto ruim ver a situação do lugar. Mas adianta se cegar, o lugar é assim. Será que tem volta?
Uma atitude que percebi ser muito comum nos cariocas é a de "deixe estar". Muita gente parece não se importar com nada, a não ser sua vida, seja na zona sul ou na zona norte, na praia de Ipanema ou no Complexo do Alemão (não fui nesse último, mas suponho que seja igual). Claro que há quem sem importe. Mas, como sempre, não são o suficiente. A maioria das pessoas passa reto, por que não é problema delas, ou assim elas pensam. Se importar é difícil demais.
Não sei quanto disso é culpa do povo, do governo, dos portugueses, gregos ou troianos. Sei que a solução deve vir do povo. Se a população não se mostrar preocupada com a sua cidade, quem vai? Todo mundo parece estar acostumado, mas pra mim foi um choque. Muita coisa muda em dez anos. Só estar lá em alguns lugares me deprimia.
O ponto é que a cidade não é mais maravilhosa. Quem sabe nos próximos 10 anos ela volta a ser, acho que o governo vai querer tudo bontinho pra Copa do Mundo. No Maracanã já tem um outdoor dizendo "local da final da copa de 2014!".

O que a prefeitura vai fazer, fechar os morros com uma fita amarela e preta? Nem o Bope impede o morro de vir a baixo. Não tem Cpaitão Nascimento pra dizer "ninguém desce!".

Bom, mesmo que seja só pra impressionar o pessoal de fora, se algo melhorar, tá ótimo, é um começo. Mas até a mentaliade mudar, não tem muito jeito.


Bom, desabafei. Foi bom! =D

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Cultura Brasileira

Hoje estou aqui para falar de um assunto que pode ser clichê para muita gente, mas eu vou falar sobre o mercado musical brasileiro.

Numa conversa que tive com um amigo meu, vimos que no Brasil é impossível seguir uma carreira musical, o bom e velho Rock não funciona nesse país onde o que prevalece é uma falta de cultura absurda.
As coisas são feitas em busca de fama e dinheiro e até uma Égüinha Pocotó ridícula e nojenta consegue gravar um CD. Por quê? Porque é assim que funciona nessa merda.
Meu sonho é seguir carreira musical, formar uma banda, fazer boa música e passar minha mensagem. Mensagens de amor, paz, harmonia, mundo melhor. Se fizer sucesso, melhor ainda, mas se não fizer, foda-se. Eu só quero que ouçam minhas idéias... Mas como eu vou fazer isso se o que predomina é gente medíocre que nunca fez música e que só toca nas rádios porque é engraçado? Isso é uma vergonha.
Depois as pessoas se perguntam porque que todos os artistas bons fazem sucesso em outros países primeiro. Quer saber o por quê? Porque lá a música é valorizada e apreciada, não importando o estilo.
Lá as pessoas se interessam por coisas novas, por gente que tenta ganhar a vida com música. Lá não tem essa coisa de música por dinheiro, mas música por música.
Minha cunhada foi para Londres esse ano e adorou. Ela também pretende fazer música e se surpreendeu com a cultura superior à nossa.
Em Londres você vê gente tocando em metrô, em shopping, no meio da rua, tocando blues, tocando rock, tocando música celta e sabe qual é a diferença? As pessoas páram e ouvem com gosto e apreciação. Agora pensa como seria aqui... Ou você é mandando parar com berros ou é tirado à força pela polícia porque "você não tem autorização para tocar" (leia-se como "seu vagabundo, vai achar o que fazer").
Eu vou sair desse país de merda quando terminar minha faculdade e não quero saber de fazer música aqui. Vou tentar a sorte lá em cima porque lá é onde a cultura prevalece e não os bolsos de políticos e outros corruptos. Lá eles vão ouvir o que tenho a dizer.
Vivemos num país inculto e primitivo e eu acho que não há jeito de mudar. E ainda tem a audácia de criar um prêmio de capital da cultura... Coitados...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Pra todos os gostos...

cores, amores....


Clique aqui!

Isso me lembra aquela propaganda da Dove. A empresa, entre outras artimanhas de marketing, visava colocar mulheres 'normais' nas suas propagandas, ou seja, "Uma campanha pela real beleza".
Definindo mulher normal: com celulite, com estrias, com barriguinha, com cabelo cuidado, porém não alisado à prancha ou com baby-liss. Simplesmente as mulheres que vemos todos os dias lutando pela sua sobrevivência. No fundo, somos muito orgulhosas de tudo q temos/somos.

=*

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Expurgos

Purificar, do latim purificare, significa tornar puro, limpar, purgar, santificar. Parece algo bonito, agradável de se fazer e ver. Pelo menos era isso que eu imaginava até ontem.

Durante quase toda a viagem de ônibus para Porto Alegre me senti desconfortável, e quando passávamos por Canoas, vomitei. Saí correndo do meu lugar em direção ao banheiro e pus toda a minha janta para fora. Nojento, concordo, tanto de ver quanto de fazer.

Levei 15 minutos limpando minha cara, minha roupa e assoando o nariz, para que não levasse comigo aquela sujeira toda. Quando terminei, voltei para minha cadeira, e senti um bem-estar impressionante. Eu havia me purificado.

Sempre imaginei que para purificar-se era necessário tomar um banho de cachoeira ou passar sal grosso no corpo. Mas isso é poético demais, limpo demais. Purificar-se é como vomitar: é sujo, fedorento, desagradável. Todos os seus sentidos são tocados pela imundície, e o que é pior: pela sua própria imundície. Ter que olhar para aquilo que estava sendo digerido dentro do meu estômago foi a parte mais aversiva de todo o processo, pois foi como ver minha própria podridão.

O ato de vomitar é apenas uma purificação vulgar, simples, pois é só ir no banheiro e pôr o dedo na garganta. Purificações espirituais são muito mais sutis e complicadas, e você é obrigado a ver não a última coisa que você comeu e digeriu parcialmente, mas o próprio mal que existe em sua alma. Com certeza, acredito que ninguém gosta de ver isso, pois imaginamo-nos perfeitos e bondosos por inteiro. Mas acontece que não somos, e tentamos a todo o custo reprimir este nosso lado, o que o torna ainda mais forte.

Quando encaramos o nosso próprio Lado Negro, aceitamos o fato de que ele é uma parte de nós mesmos, e assim, o corrigimos, pelo menos um pouco. Ficamos puros. E isso é bom.