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segunda-feira, 10 de março de 2008

Warning!

Galera, me ausentarei do blog por um tempo devido ao aCÚMULO de trabalho que resolveu ter essa semana.



But I'll be back!


Hasta la vista, babe...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Mal-estar no Roqueiro & Alcoólatra

Meus últimos posts foram só abobrinha. Peço que me desculpem por isso. Quando o blog ainda era novo, imaginava que meu papel seria escrever poucas vezes por semana, mas artigos complexos, de qualidade. Mas não foi bem assim que funcionou, nem como funciona agora. Somos em cinco no blog. Desses cinco, três têm trabalhos fixos: Rainmaker trabalha numa loja de departamentos, o Huginn numa escola de ensino médio e a Lady Hell eu não faço a menor idéia, mas deve ter alguma coisa com computadores. Sobram Anônimo e eu. Do mais novo postador do R&A, não posso falar absolutamente nada, por que:

1) Eu não conheço ele pessoalmente;
2) Provavelmente ele não gostaria que eu falasse da vida pessoal dele;
3) E é melhor que continue dessa maneira.

Resta eu, Andarilho. Sou estudante em tempo integral de férias, o que me garante uma pá de tempo livre para escrever textos originais e desbravar as interwebs atrás de imagens, vídeos, sites, notícias e outras coisas dignas (ou não) de mostrar aqui. Talvez eu consiga uma bolsa de extensão no começo do ano letivo, mas esta bolsa será meu salário como editor do Psiu, coisa que já faço de graça agora, então, a única coisa que mudará vai ser que terei que estar sempre disposto a fazer tudo pelo Psiu. Já era assim antes, mas se eu não quisesse fazer nada, eu podia. Se essa bolsa aparecer, isso acaba.

Resumindo tudo em poucas palavras: sou o único postando aqui regularmente. Seria de imaginar que, num blog com uma equipe de cinco pessoas, essas cinco pessoas fizessem, o quê? Um post por dia cada, ou um post a cada dois dias. A idéia é que, quanto mais gente escreva em um blog, há maior diversidade de opiniões e menor carga de trabalho individual. Eu tenho postado, sozinho, três vezes por dia em média nos últimos 15 dias (ou mais). É óbvio que tenho mais tempo livre que o pessoal que trabalha, mas a jornada de trabalho ocupa só(!) um terço do dia. Outro um terço é ocupado pelo sono. Sobram ainda oito horas de tempo não ocupado por trabalho. Digamos que dessas oito horas, apenas a metade (quatro horas) sejam de tempo genuinamente livre. Será que dá tempo de escrever alguma coisa? Pessoalmente, acho que dá.

Tomei como obrigação minha manter o blog sempre atualizado, e manter uma média razoável de posts diários. Mas fazer isso quase sozinho é triste, até mesmo deprimente. Sinto-me abandonado pelos outros. Gente, eu sei que vocês trabalham duro, mas dá pra escrever alguma coisinha aqui de vez em quando?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Momento "Peão Obreiro" do Dia

No último dia do vestibular da UFRGS, eu e o Huginn estavámos nos preparando para ir para a rodoviária (ele voltaria para Caxias do Sul e eu me tocaria pra Florianópolis), e antes de saírmos, demos uma organizada no apartamento. Nessa organizada, derrubei o copo do liquidificador no chão de uma maneira muito espetacular: eu vi ele caíndo quase que em câmera lenta, e quanto ele finalmente se esborrachou no chão, voltou à velocidade normal. Fez um estrago grande, mas nem tanto. Ainda dá para usar, mas o copo ficou trincado na base, de forma que vaza quando tem algum líquido ali dentro.


Hoje, depois de um treino muito produtivo, e portanto cansativo, cheguei em casa com vontade tomar alguma coisa que ficasse pronta logo: rango de liquidificador. Eu iria arrumar aquela porcaria, de um jeito ou de outro.


Usando dos meus parcos conhecimentos de física e química, cheguei a conclusão que a melhor estratégia era derreter o acrílico com fósforos, e assim fechar a rachadura.


Claro que não deu certo. Mas a marca de fuligem ficou bonita do mesmo jeito.



O engraçado é que depois de um tempo pingando leite (de vaca, integral), parece que a parte trincada fechou e parou de pingar.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Memória Fraca

Cheguei a conclusão agora que preciso andar sempre com um bloco de notas no bolso. Para quê? Para anotar as idéias que tenho para textos para o blog. Hoje depois do almoço tive um lampejo de três possíveis posts. Meu modus operandi é sempre o mesmo: penso em um tema, formulo minha opinião e uma frase do futuro texto surge de repente, quase diante de mim. Entretanto, se eu não tiver como escrever ou se não ficar mentalizando a idéia repetidas vezes, se tiver que fazer qualquer coisa que requeira utilizar o aparato cerebral, eu esqueço tudo. Só não esqueço que tinha uma idéia muito boa. Essa é a pior parte.

Existem raras e felizes exceções, idéias que se tornam impossíveis de esquecer, por serem extremamente fortes e marcantes.

Felizmente, tenho idéias quase que o tempo todo, o que explica por que escrevo tanto por aqui.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Bloqueio mental 2

Minha mente é uma coisa incrível: frequentemente tenho idéias fantásticas para escrever no blog, mas se não tiver um computador com acesso a internet por perto e/ou não ficar pensando no assunto o tempo todo, acabo esquecendo o que ia escrever. Que merda.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Reformas

Tive vontade de fazer um comentário à parte do assunto deste post: como época de férias é produtiva aqui no R&A. 6 posts num dia só!!! O que 24 horas livres não fazem neh...xD

Tá, vamos ao que interessa...

Fazer reformas em casa. Morando dentro dela durante as reformas. Creio que muitos já passaram por isso.
Vocês precisam ver como é trabalhoso arrancar um piso de decorflex do chão (previamente grudado com durepox...ah não sabe o que é durepox? Clica aqui!...deve ajudar =D) com uma espátula e um martelo. Não participei desse trabalho árduo, só minha irmã e meu pai se divertiram fazendo isso. À mim e à minha mãe restou o trabalho de carregar coisas pra tudo que é lugar da casa, liberando o espaço pra colocação de lajotas.
Cheguei a tirar fotos. A casa virou de pernas pro ar. A mesa da cozinha está na sala, cheia de copos, panelas, travessas, toalhas, taças e afins em cima dela. A pia também migrou, tá lá enchendo o saco de todo mundo porque ela decidiu ficar bem no meio do caminho. Em cima das prateleiras da estante da sala tem mais toalhas, copos, pratos e talheres. O pinheirinho de Natal tinha ido pra lá também, mas recebi a missão de desmontá-lo.

Abrindo uma pequena brecha nesse assunto, vou lançar aqui uma observação: que baita porcaria é desmachar um pinheirinho de natal!!! Retirar as luzinhas, depois os festões, depois as bolinhas de natal (elas se multiplicam, dão cria, só pode...nunca parecem tantas quando se vai montar), depois arranca os galhinhos, separa por tamanho e guarda. Desmonta o 'caule' do pinheirinho. Guarda. Separa as bolinhas por tamanho. Minha mãe dá uma enchida básica no saco, dizendo que eu não separei por cor também. Ok, separado. Ela grita da cozinha pra colocar papel manteiga entre elas pra não riscar. Ok, feito. Guarda as luzinhas, devidamente desembaraçadas e organizadas. Guarda os festões. Joga tudo em cima do guarda-roupa. Aparentemente, missão cumprida. Aí ela diz que no ano que vem, tem de passar um pano em tudo. Espero estar bem longe quando ela tiver essa idéia brilhante de novo.

À essas alturas meu estômago está grudado nas costas de tanta fome, porque afinal, eu só tive tempo de almoçar, nada mais. Isso aconteceu lá pelas 20h.
Bem, o material que será utilizado na área de serviço pra assentar as lajotas está todo na área do apartamento. Minha mãe resolve guardar tudo dentro de casa. Aquelas caixas devem ter também algum tipo de sacanagem, pois pesam mais que meu sobrinho de 6 anos semi-raquítico. Tá, ele é magrinho, mas aqueles ossinhos pesam uns 30 quilos. Então carreguei 8 caixas mais pesadas que meu sobrinho pra dentro de casa, largando no chão. Nem pergunte como está as minhas costas.
Deitei no espaço que sobrou livre do sofá. Adormeci como um anjo, mas me retiraram como um demônio de lá, me mandando dormir na minha cama. Tomei um copo de Neston e fui pro berço.

Hoje tem mais...

._______.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Recordar é viver - O charme do anacronismo

Post completamente anacrônico, que ia deletar do arquivo de rascunhos, mas que por sorte li antes. Divertido. Provavelmente foi escrito em um dia especial de mau humor (originalmente foi escrito no dia 26 de agosto de 2006. Tinha recém chegado dos EUA, começado o cursinho e provavelmente não agüentava ter aulas de manhã cedo). Enfim, vale a pena ler de novo como eu me sentia naquela época. Só fiz uma ou duas alterações para deixar o texto mais claro, mas o resto deixei igual. Dá para classificar este post como um "Vida Dura" precoce. Aproveitem.

Texto que não é texto

Não atualizei o blog hoje, e faz tempo que não escrevo alguma coisa decente. Acho que preciso escrever alguma coisa para encher lingüiça e dar a impressão de que estamos sempre nos dedicando de corpo e alma ao "Roqueiro & Alcoólatra". E assim, escrevo mais um texto para não escrever nada, uma das nossas especialidades. Será um texto sem nenhum argumento, continuidade ou razão para ser escrito, cheio de digressões sobre como pisei em cocô de cachorro vindo para casa ou como sempre machuco o dedinho do meu pé na máquina de lavar roupa daqui de casa. Resumidamente, será pura enrolação. Para começar, este texto é de 4 dias atrás, e foi considerado perdido por mim. Quando vi que ele estava no arquivo de rascunhos, resolvi não escrever nada de novo e reciclar este daqui. E por quê não? Se eu deixar passar mais tempo, ele vai ficar ainda mais desatualizado. É melhor usar antes que estrague.

Eu poderia por uma sorte do Orkut aqui e fazer um comentário (pretensamente) inteligente, mas não gostei do que li hoje na minha página inicial do Orkut.

Sorte de hoje:
O melhor profeta do futuro é o passado

É muito sem graça isso. Mas é verdade: eu deveria saber que em algum ponto da minha carreira de blogger eu iria fazer um post enrolativo, só para poder dizer que o blog está "ATUALIZADO", na esperança de ter alguns comentários novos por aqui. Tanto eu quanto o Huginn somos como cachorros vira-latas, que precisam de carinho, atenção e comida. Só que nós preferimos comentários.

É, tem o Midiway na equipe também, mas esse relaxado não escreve mais merda nenhuma por que está muito ocupado "trabalhando" (acessando sites de putaria e dizendo que é trabalho), e ultimamente o Huginn tem estado ocupado estudando. Tirando as quartas-feiras, quando ele vai jogar sinuca no Centro com o Tito e o Rainmaker. Tito... o homem que de costas parece uma mulher. Isso deve dizer tudo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Vida Dura (Parte 6)

Anteontem de tarde assisti o noticiário da RBS. É sempre surreal assistir um jornal (que na verdade se lê, mas isso não vem ao caso) falando sobre Flores da Cunha e Tramandaí com sotaque gaúcho. Mas não foi isto que me levou a escrever um post.

Uma das reportagens que passou era sobre como as praias do Litoral Norte estavam sendo invadidas por veranistas, a pior espécie de turista. Todas as imagens exibidas eram, no mínimo, desanimadoras: filas gigantescas nos restaurantes, mercados apinhados de gente querendo comprar Sundown e sorvete e praias lotadas de guarda-sóis de cores berrantes e gordos de sunga jogando frescobol, sem esquecer os já clássicos vendedores de milho cozido e sacolé. E apesar de eu ter pintado um inferno na terra (à beira-mar, claro), ninguém que a RBS entrevistou pareceu estar aborrecido na praia. Pelo contrário: não queriam estar em outro lugar. "A gente vem aqui pra relaxar, então tem que ficar calmo" disse um ser que esperava sua vez numa caótica fila de supermercado, com seu sorvete provavelmente derretendo. "Ai, nessa época do ano precisa dum solzinho, do barulhinho do mar" disse uma mulher pegando câncer de pele, digo, um bronze.

Pelo jeito, a praia opera milagres no humor das pessoas, pois só lá que elas conseguem relaxar. Ou seria mesmo? Asssitir a RBS falando de Tramandaí teve um sabor especial por que eu tinha recém voltado da praia, e estava feliz da vida por isso. Me pergunto porque a praia tem esse poder curador, que restaura a paz interior das pessoas, e as faz terem tanta paciência? Pelo que me parece, elas escolhem ficarem calmas na praia. Então porque não escolhem ficarem calmas em casa, em sua cidade natal? Talvez porque as pessoas são condicionadas a acreditar que praia é relaxante desde muito cedo, e se elas não conseguem relaxar, elas são problemáticas. Eu devo ser. Enchi o saco de praia já no segundo dia. Basicamente, a única diferença é que, ao invés de ficar coçand o saco em casa, se fica coçando o saco do lado do mar.

Tive muitos veraneios felizes, certamente. Mas isto se deve ao ambiente da praia ou por que eu tinha muitos outros motivos para ficar feliz? Pensem nisso na próxima vez que você estiver se fodendo na praia para encontrar um lugar para colocar seu guarda-sol ou em um engarrafamento na Free Way.

Minhas festas de Final de Ano

Nesta época de final de ano, as pessoas geralmente saem de suas cidades e vão para a praia ou qualquer outro lugar disponível passar o feriadão e assistir a queima dos fogos de artifício, comemorar as boas entradas, beber espumante (champanhe é bebida de rico ou biscoito vagabundo), essas coisas.

Mas eu não. Resolvi que vou ler os polígrafos que não consegui ler durante o semestre letivo. Isto é mais por motivos econômicos do que acadêmicos, pois como não tenho como devolvê-los ao fabricante, e não vale a pena tocar fogo neles sem ao menos saber se contêm alguma informação importante para minha vida (ou pelo menos divertida). Só o fato de eu ter postergado sua leitura para as férias deve indicar quão ruins eles são.

Boas entradas pra quem continua lendo isto aqui justamente no Ano Novo!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Vida Dura (Parte 5)

Abri meu Gmail hoje, depois de uma semana. 28 novas mensagens. Já esperava por uma bomba dessas, considerando que estou em 4 grupos de discussão diferentes (2 deles produzem spam o suficiente para alimentar um país africano). Mas não quero ficar falando das porcarias que recebo por e-mail. Destas28 mensagens, um número considerável era de mensagens de boas festas, feliz Natal, próspero Ano Novo... blahblahblah. O problema não é receber mensagens de fim de ano (recebi umas bem legais), o que me racha as bolas é que metade destes recados que recebo não foram escritos com amor e carinho especialmente pra mim, mas quem mandou, mandou igual para todos os seus amigos do orkut. Isto equivale a dizer "oi! Quero te desejar um feliz Natal, um próspero Ano Novo, que todos os teus sonhos se realizem, e te dizer que você é um amigo muito especial para mim, tanto que eu só te mando recados pelo orkut quando eu uso esses programas que enviam a mesma merda para todos meus contatos ao mesmo tempo".

Caro leitor, se você mandou uma destas mensagens pasteurizadas para seus amigos no orkut, e se eu for um deles, por favor, se quiser mesmo mandar recados de boas festas, escreva um para cada amigo seu. Mande só para os amigos mais próximos, mas não fique enchendo o saco do restante com frases enlatadas. Se você ficou ofendido, me delete do seu orkut. De qualquer modo, me incomodo menos.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Sonho de uma tarde verão

Oficialmente, hoje é meu penúltimo dia de aula. Extra-oficialmente, já tô cagando para as aulas. Faltam só dois trabalhos para entregar, e então, UFRGS só ano que vem.

Tinha esquecido como era boa esta época do ano. Faz um ano desde a última vez que tive férias em dezembro. Poder olhar para os papais nóeis escrotos abraçando criancinhas, as árvores de natal feitas com materiais catados do lixo (vide a árvore de natal feita com caixas de leite em Caxias), as lâmpadas coloridas piscando nas sacadas dos prédios, o sol quente de verão... como é bom olhar tudo isso e pensar "tô de férias".

Essas pré-férias já estão me influenciando. Terminei de ler um livro e recomecei a ler outro enquanto ia para o Campus do Vale (no ônibus errado, o que me fez gastar um vale-transporte por nada). Voltando ao Instituto, encontro um colega meu abastacendo a geladeira para a festa de hoje a noite com cerveja o suficiente para alegrar um batalhão. Não sei como conseguimos colocar tantas latinhas dentro daquela geladeira velha sem quebrar as prateleiras vagabundas e fechar a porta (que tem cerveja até no compartimento pra guardar ovo). Vou tirar uma foto e colocar aqui. É lindo.

Tenho uma última aula de Fisiologia hoje de tarde e depois, que venha (por e-mail) a prova. Sexta-feira, um último trabalho de Constituição do Sujeito Psíquico (sim, esse é o nome da disciplina), e fin. Se eu sobrevivi até aqui, eu sobrevivo até amanhã.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Quase lá...

Faltam só duas questões para acabar com tudo... só duas...

São as mais cretinas de todas, mas tô na finaleira! Depois disso posso me preocupar com o resto dos trabalhos!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Vida Dura (Parte 4)

Neste exato momento, estou respondendo um questionário de 33 questões realmente complicadas a respeito da metodologia de pesquisa em Psicologia. Destas 33 questões, 4 ou 5 cairão na prova de segunda-feira sobre este assunto. É uma loteria. Você pode escolher responder apenas 5 e torcer para que todas caiam, ou responder todas e ficar mais seguro.

Optei pela segunda opção.

Enquanto discorro sobre as vantagens e desvantagens do uso de enquetes para pesquisas em Psicologia, duas perguntas pessoais martelam minha mente (este construto cretino): irei bem na prova? Afinal, nada me garante que eu lembre das questões que cairão na prova, ou, mesmo que eu lembre, que eu respondi elas corretamente enquanto estudava.

Minha nota está diretamente ligada à resposta desta pergunta: se lembrar na hora e estiver certo o que lembrar, vou bem. Caso contrário, fodeu.

Mas é a segunda pergunta que me preocupa mais. Depois de tantas horas respondendo estas 33 questões, terei eu realmente aprendido alguma coisa?

Esta pergunta me leva a outra, muito mais importante: daqui a 4 ou 5 anos (ou mais), quando tiver meu diploma em mãos, vou saber alguma coisa de verdade ou serei só um papagaio de algum professor do Instituto?

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Vida Dura (Parte 3)

Apesar de posts anteriores aparentemente degradarem a imagem infantil, eu respeito imensamente as crianças. Afinal, eu também já fui uma. E devo dizer, ser criança é mais difícil do que pode parecer para observadores externos. Uma das épocas mais tenebrosas é o Natal. "Mas é quando as crianças mais ganham presentes, Amiguinho Andarilho!" Verdade, meu astuto amigo imaginário (que de agora em diante chamarei de Bob. Bob Alhão). Mas para que elas possam receber os cobiçados presentes (o CD do RBD, a fantasia de RBD, a boneca do RBD, o vibrador do RBD... et cetera) elas precisam passar por provações quase infinitas.

A mais dura pela qual tive que passar foi cantar no coral de Natal da escola. A professora que organiza este tipo de bobagem geralmente é uma senhora de 50 anos, 30 destes dedicados ao magistério, lendo livros da Martha Medeiros e de educadores de formação psicanalítica. Ou seja, nada que preste. Então, para sublimar sua libido, elas inventam alguma merda para seus aluninhos queridos fazerem, como cantar músicas escrotas de Natal (perdoem a redundância). A seleção musical é sempre a mesma, o que me leva a acreditar que estas senhoras compartilham de apenas um cérebro coletivo, cujo uso pessoal está condicionado à um sorteio semanal. A música mais clássica de todas é a "Música da Família". Sim, caro amigo, você pode não se lembrar, mas já cantou esta obra de arte para centenas de pessoas, entre elas pais entusiasmados a filmar, irmãos mais velhos entediados e namorados de irmãs mais velhas querendo ganhar uns pontos com o sogrão. Caso você não lembre desta maravilha sonora, relembrar é viver! Acompanhe a melodia e cante junto. Isto não aconteceu uma ou duas vezes comigo, mas várias vezes. Como nosso colégio não tinha um auditório, iamos nos apresentar na escola Cristovão de Mendoza.

Mas meu espírito de fogo se revoltou contra esta situação, e em um certo ano (acho que foi na quarta ou quinta série), nos revoltamos, e ficamos rindo e cutucando o microfone no meio da música. Foi divertido pra cacete. O que não foi divertido foi a psicóloga da escola, Vânia, por nos chamada de Fânia, devido ao seu pouco entrosamento com os outros trabalhadores da área da saúde, como fonoaudiólogos, nos puxando pelo braço e nos botando de castigo num canto escondido da platéia. Também não foi divertido o outro castigo que eu tomei do meu pai (sempre ele. Começo a pensar que Freud estava certo) por este desrespeito ao sistema. Fiquei um mês sem videogame. Ou uma semana. Sei lá. Isso não importa mais. O que realmente importa agora é que tive que me comportar como um bom menino em uma outra apresentação, desta vez nos pavilhões da Festa da Uva para algum outro feriado besta. Mas então já era tarde. Eu já era um cretino de carteirinha. E eu ganhei presente igual. Enganei Papai Noel.

Vida Dura (Parte 2)

Lavar louça. Eis um serviço ingrato. É só você terminar de lavar todos os talheres, todos os pratos e todas as panelas que chega a hora do almoço e você tem que sujar tudo de novo.

Raramente lavei a louça enquanto morava com meus pais. As vezes tomava vergonha na cara depois de um esporro paterno sobre como "eu era mimado e não ajudava em nada com a organização da casa". Claro que eu ajudava! Eu não bagunçava mais do que o necessário. Mas isso não vem ao caso agora. Achava uma merda ter que lavar a louça. Pra ser sincero, ainda acho. Mas agora não tenho muita escolha, pois ou eu faço este trabalho ou a casa fica com cheiro de esgoto por uma semana. Acabo de lavar um pote que serviu para transportar lingüiças fritas. Sexta-feira. Não consegui lavar tudo a tempo depois da aula antes de pegar meu ônibus (que, diga-se de passsagem, eu perdi). Ficou tudo parado, por três dias, apodrecendo. Quando voltei para Porto Alegre, senti medo ao olhar para aquele pote. Senti medo de que, ao abrí-lo, uma lingüiça mutante pularia no meu pescoço falando "pa...pai, pa...pai!" e arracaria minha jugular. Felizmente, mantive meu rosto (e principalmente meu nariz) afastado do pote e esfreguei-o com toda a força que pude (ele ainda está cheio de graxa, a propósito).

A pia não colabora com o andamento das coisas. O balcão para deixar a louça suja é muito apertado, o que me obriga a deixar muitas coisas dentro da pia em si, impedindo o escoamento da água. Suja. Engraxada. Nojenta. Que fica emporcalhando o resto da louça. Então, eu me obrigo a deixar os pratos em cima do balcão, as panelas em cima do fogão, os copos dentro da pia propriamente dita e os talheres dentro de copos ou panelas cheias de água (pra sujeira desgrudar, pois a relação de apego entre a comida e o talher se tornam muito fortes depois de três ou quatro dias juntos. É mais difícil que separar mãe e bebê. Winicott e Bowlby são para os fracos. Os fortes lavam louça).

O ralo da pia é outro problema. Tem uma gradezinha protetora que em teoria impede que resíduos mais largos de comida não caiam no ralo, mas isto é só em teoria, por que aquela porcaria de grade sempre sai do lugar por causa da água caíndo da torneira ou das panelas. Já tentei todo o tipo de técnica para impedir que isto aconteça, mas nenhuma é satisfatória: não deixar a água cair diretamente em cima do ralo, espalhar a água dentro das panelas em círculos dentro da pia, abrir a torneira apenas de leve... sempre a gradezinha sai do lugar. Neste exato momento, uma avançada civilização de germes de carne e queijo se desenvolve no cano da pia da cozinha. Preparem-se, o deus deles já disse que ele quer que eles conquistem o mundo e façam sacrifícios humanos diários em seu nome. E eu vou ter que chamar o encanador.

Vida Dura

Uma coisa que nunca entendi é o fascínio feminino por bebês pequenos. Não estou falando de mães de recém-nascidos que vivem quase que uma simbiose com seus filhos (até porque isto é esperado e necessário), estou falando de integrantes do sexo feminino, de 6 à 60 anos, que não têm filhos por perto pra ficar mostrando. Observe bem a reação da mulherada* a próxima vez que aquela colega que saiu em licença-maternidade ou o pai babão levarem o pimpolho para exibição: a grande maioria das mulheres vai pular em cima, querer segurar, abraçar e dizer "Qui coisinha maix lindinha!" ou "mas é a cara do pai!"

"Coisinha maix lindinha"? Só se for mais bonito que meu joelho. Bebê é tudo igual: nasce tudo com cara torta. Entendo que as mães e os pais os achem as coisas mais graciosas do mundo, mas, por Deus, eles são pais de um recém-nascido! Vocês esperariam outra reação?

Mas e o resto das mulheres? Por que a súbita perda de capacidade discriminativa quando aparece um ser humano com menos de 2 anos por perto? Questões evolutivas? Não sei, mas até ontem eu achava que os abobados eram os primeiros a serem pisoteados pelos mamutes no tempo das Cavernas, ou os primeiros a comerem os cogumelos vermelhos com bolinhas brancas. Coisas que eu imagino que uma integrante do sexo feminino faça quando aparece um bebê por perto.

Tudo que os pequerruchos fazem é bonitinho. Tudo mesmo. Olhou para alguém? A reação é "Oooooh, ele gostou de mim! Que bibito!" Começou a chorar? Sempre vai aparecer a voluntária pra dizer "aaaaah, tadinho! " e pegar no colo. Arrotou? Todo mundo acha uma G-R-A-Ç-A. Aposto que se fosse eu de fraldas, cagando, peidando, arrotando e chorando por aí no colo do meu pai (por que duvido que minha mãe consiga me carregar nestas alturas do campeonato) ninguém ia achar bonitinho. Isso é injusto. E idiota.


*alguns homens também fazem isso, mas como os homens são seres infinitamente mais simples do que as mulheres, seu comportamento é compreensível: eles querem mostrar para a mulherada extasiada com o PpP (Pirralho por Perto) que eles também são sensíveis, e ganhar alguns pontos com elas. Assim, eles poderão talvez pegar uma delas, engravidá-la, levar seus filhos para o serviço e continuar com este ciclo de imbecilidades, e talvez ajudar algum outro marmanjo.