sábado, 11 de agosto de 2007

Aloprando em Curitiba (Parte 3)

Desculpa ai pra quem não tem tempo de ler todo esse catatau no trabalho (vulgo Michereff). Os próximos posts vão ser quebrados em várias partes. "Aloprando em Curitiba" vai ser a última série de indiadas minhas por aí, pois já me falaram várias vezes que os textos estão muito compridos, que eles tem que ser curtinhos. Certo, os próximos serão mais quebrados, mas vai a ser a primeira e última vez que faço isso.

Dia II: O Começo pra Valer

Depois da tempestade, vem a calmaria. Depois de toda festa, vem a porquice. Não precisem nem ao menos sair do saco de dormir para descobrir que o resto do alojamento estava uma imundície perfeita. Mas tive o prazer de ver a merda com meus próprios olhos, pois precisava tomar tirar água do joelho e tomar banho. Fui para o banheiro masculino. Olhei para o mictório, cheio de mijo até a boca, e pensei: já sou grande, posso segurar até achar um banheiro limpo. Tinha medo de transbordar no meu pé. Dei uma conferida nos chuveiros. O chão estava coberto com uma camada (que espero ser) de barro. Não queria arriscar pegar gonorréia ou coisa parecida pelos pés, e resolvi procurar outro lugar para tomar banho. Havia o infame banheiro unissex, no mesmo corredor de nossa sala. A pia de lá estava toda vomitada, mas era um lugar bem mais agradável para se tomar banho porque, afinal, era possível sair limpo de lá. Estava deveras preocupado com a minha pulseirinha amarela "Grita LUXO!!!", pois ela era de papel, e era a única coisa que me permitia entrar e sair do alojamento e dos eventos do encontro sem problema algum. E não dava para passar 5 dias sem banho só por causa da pulseirinha. Mas ela agüentou, até mais do que eu (FATO: as pulseirinhas só cairam do meu pulso dia 1 de agosto, depois de eu ter passado a faca nelas).

Uma ducha depois, já estava pronto para o começo oficial das atividades do encontro. Havia muitas modalidades de eventos. De manhã, ocorreriam apenas as mesas-redondas, que contavam com algum convidado (mais ou menos) ilustre, que faria uma breve palestra, e depois responderia à algumas perguntas. De tarde ocorreriam os GDV's - Grupos de Discussão e Vivência - onde ocorreriam debates sobre questões relativas à psicologia no Brasil, como reforma curricular, os NV's - Núcleos de Vivência - que seriam mais voltados para a prática de alguma atividade, seguida de um debate, e as oficinas, que seriam atividades mais lúdicas, como Tai Chi Chuan e Massoterapia. À noite, ocorreriam os ELO's - Espaços de Livre Organização - que eram organizados espontaneamente, por qualquer participante do encontro, para discutir qualquer assunto de interesse. Pessoalmente, considero os ELOs a parte mais legal do ENEP, por permitirem uma flexibilidade muito grande para os estudantes se articularem.


Chegando no Cecília, fui pegar meu café da manhã: maçã, suco de caixinha e um sanduíche. Basicamente, o que como em casa de manhã. Bom o bastante, mas restava saber se o almoço valeria o seu preço.

Para tristeza minha e do Daniel, Suely Rolnik não apareceu para sua mesa-redonda, por causa dos problemas que ocorriam no aeroporto de Congonhas. O jeito foi improvisar e procurar outra mesa-redonda que fosse tão interessante quanto a dela. Entrei na mesma que alguns colegas meus entraram, sobre o ensino de Psicologia no Brasil. Empolgante como corrida de lesma. Tanto eu quanto meus colegas aguentamos bravamente 5 minutos daquela conversa, antes de sair da sala e voltar a viver. Depois de 30 segundos para recuperar a atividade cerebral, fomos para outra mesa-redonda, muito mais interessante, onde um jornalista falava a respeito da Comuna de Oaxaca.

Lembro de ter feito também uma oficina de Tai Chi Chuan, mas não lembro muito bem o horário. Se não me engano, foi logo depois desta mesa-redonda. Foi bem divertido, mas acabou meio cedo. Deu tempo ainda de descobrir que os outros Urguenses estavam numa oficina de líquidos, onde eles brincavam de fazer suco com as combinações mais bizarras possíveis (como alface, laranja e tomate). Divertido.

Chegou a hora do almoço, e de ver se os 3,50 que gastem foram investidos de maneira adequada. Sinceramente, já comi coisa muito melhor por muito menos (viva o RU!). A bóia do dia era uma quentinha com bife (frio), massa (sem molho e sem sal), feijão com arroz e salada. Para variar, tinha esquecido os talheres no alojamento, e nem a pau que eu caminharia 20 minutos pra pegar um garfo (por que faca é algo desnecessário). Decidi comprar os talheres que estavam vendendo ali mesmo. Conveniente, não? Pelo menos era barato: a dobradinha "Garfo-Faca" era 50 centavos. Diziam que eram de qualidade, mas eram só uns pedaços de plástico mal cortado. Servia pra pegar a massa e o feijão.

Como as mesas estavam todas ocupadas, tivemos que comer no chão mesmo. Foi um momento Túnel do Tempo, e voltei a ser escoteiro por meia hora, comendo mal, sentado no chão de um lugar muito, mas muito longe de qualquer rastro de civilização. Mas este terno momento durou só até eu lembrar que também tinha deixado minha escova de dentes no alojamento. Sorte minha, estavamos do lado de um supermercado. Escolhi com muito carinho uma escova de qualidade, de cerdas macias, com cabo acolchoado... e que fosse barata o suficiente para jogar fora quando voltasse para Porto Alegre. Ou para o alojamento, dependendo do caso. Finalmente, depois de 5 minutos de procura, cai de amores por uma escova de R$ 1,10. Ela assegurou a minha higiene bucal, juntamente com o dentrifício emprestado de alguém.

Depois do almoço, começariam os GDVs. Já tinha pensado em participar de uns dois ou três. Mas quando fui ver, estavam todos, TODOS!, lotados. Esquizodrama? Lotado. Sexo, Drogas e Rock n' Roll? Idem. O Legado e Importância de Silvia Saint para a Psicologia? Infelizmente, esse GVD não chegou a existir, mas se tivesse, com certeza estaria lotado. Só me restava, então, achar um NV legal. Descobrimos um tal de Jogo das Cidades, que era como um War gigantesco, só que sem aqueles disquinhos de plástico. Nele, tinhamos que administrar os recursos naturais e tecnológicos de nosso país (o nome do jogo é enganoso, eu sei) para ganharmos mais dinheiro que os outros e ganhar. Os recursos naturais eram representados por folhas coloridas, e os tecnológicos eram materiais escolares, como réguas, compassos e lápis. Para "industrializarmos" nossos recursos precisávamos cortar determinadas formas trigonométricas, e depois vendê-las para o Banco Mundial (BM, ou Brigada Militar para os íntimos). Ficamos com a Bolívia. Nossa tecnologia consistia de um lápis com a ponta quebrada, mas tinhamos muitos recursos naturais.

E em tempo recorde também começou a trapaça no jogo. Um dos dois apontadores de lápis dos EUA (que tinha dois) sumiu, e ninguém sabia onde ele havia parado. Pouco tempo depois deste ocorrido, o governo cubano (ou era o iraquiano?) aparecia com uma proposta muito indecorosa de transferência de tecnologia. Eu, como Ministro de Porra Nenhuma, fui contra tamanho descalabro moral, dizendo que era um absurdo fazer tal... descalabro contra a... democracia, e coisa e tal! Acabamos fazendo uma troca muito bem sucedida com os EUA, conseguindo um esquadro e uma tesoura, em troca de alguns recursos naturais. Contando com a tecnologia da "gambiarra", apontamos o lápis com a tesoura e começamos a produção. Em tempo recorde, já tinhamos descoberto a melhor maneira de processar o material bruto, que vinha a ser a forma mais chata de todas, pois precisávamos cortar 40 triangulos pequenos de uma folha.

Foi interessante ver as negociações que rolaram (de forma legal e transparente). Cuba, Iraque, Inglaterra e EUA dialogaram de maneira cordial e fizeram trocas. A Bolívia se tornava uma potência econômica. Os EUA não atacavam ninguém e perdiam terreno para nós. Era surreal.

Mas, no fim, como só tinha psicólogo lá, e psicólogo é tudo fresco, todos os países do jogo entraram em acordo, e dividiram os recursos tecnológicos e naturais de forma justa, para que empatássemos. A professora que supervisionava o jogo ficou impressionada com isto, apesar de, na hora de avaliar a qualidade dos produtos, ela sacanear todo o mundo (bem, é literalmente). Depois que tinhamos entregue nossas mercadorias no BM, começamos a discutir sobre o que o jogo representa, e blahblahblah. Dormi (que constante!).

Saímos a tempo de pegar a janta, que era a mesma porcaria do almoço. Aproveitei o tempo livre antes de voltar para o alojamento e dei uma passada numa lan house ali por perto para checar os e-meios e agradar papai mandando umas notícias. Por causa dessas porcarias de grupos de e-mails, tinha 10 mensagens novas, número que, considerando meu zelo em manter a organização do meu Gmail, é bem alto. Mas estava certo de que o volume de porcarias que receberia seria pequeno, pois o pessoal com o dedo mais nervoso para mandar porcaria para estes grupos estava lá em Curitiba, e não teria tempo sequer de pensar em computadores.

De volta para o alojamento, senti-me tremendamente feliz por ter tomado banho de manhã, pois a caixa d'água estava fechada por causa do uso excessivo dos companheiros ali acantonados. Banho, só no outro dia. Como diria uma amiga minha: fudeu, fudeu, fudeu, fudeu. Mas é a vida, gente. A festa do dia (ou devo dizer "noite"?) seria no outro alojamento, no Maria-alguma-coisa, chamado apenas de Maria. Era o alojamento chique, que, ao contrário do Aljazera, tinha água e era limpo. Além de ter espaço, como fomos descobrir ao chegar lá.

Nós de Porto Alegre e redondezas não dispunhamos do nosso ônibus para fazer os translados entre alojamentos e eventos, o que nos deixava dependentes de caronas nos ônibus das outras delegações, e, por causa deles, de taxinhas de transporte. Cada viagem no ônibus dos outros era sempre 2 reais. Como qualquer táxi que pegássemos não cobraria menos que 20 reais para ir do Aljazera até o Maria, era uma barbada. Nós, e todos que iriam para a festa (praticamente todos no alojamento) ficamos esperando pelo ônibus de uma delegação do lado de fora do colégio. Enquanto ele não chegava, a gauchada não negou a raça e o bairrismo, e depois de termos cantado "Amigo Punk" pelo alojamento inteiro, puxamos as clássicas que pelo menos 75% da população gaúcha já teve que fazer uma apresentação dançante na escola com elas ao fundo: "Eu sou do Sul" e o insuperável "Canto Alegretense", além de outras menos conhecidas ou merecedoras de terem seu nome citado neste augusto blog. *ahem*

Ficou claro para nós que, se quiséssemos colocar todos que ali estavam dentro do ônibus para ir para a festa, teríamos que quebrar umas 4 ou 5 leis da física, sem falar nas leis do trânsito. Eramos a segunda leva para a festa, e como o motorista estava faturando uma bela grana por fora, tivemos que nos empilhar dentro daquela lata velha. Eu tive sorte, e consegui sentar espremido no último banco, junto com meu veterano Marcelo. Enquanto eu relembrava todas as indiadas veiculares semelhantes que havia me metido anteriormente, especialmente uma envolvendo uma fiorino cheia de tralhas e machos molhados (fato conhecido como a "Sauna Gay Móvel"), a gauchada mais para a frente continuava a puxar os hits mais-mais baladinhas de verão. Pena que não consegui ouvir, ou cantar junto.

Quando chegamos no Maria, fizeram um censo de quantas pessoas se espremeram juntas no ônibus. 121 pessoas. 121 pessoas de pé, esmagadas umas contra as outras, obrigadas a cheirarem o bódum alheio. Tudo por uma festa. Quando chegamos a festa estava bombando, mas 5 minutos depois, a Polícia Militar atacou e desligou o som. Mas que bom, hein, Andarilho! Festa sem música!

Tudo bem. Por uns 15 minutos ficar dançando ao som de músicas foi divertido o suficiente, pois não estava sozinho, mas depois encheu o saco. Fiquei tão de saco cheio que me dispus a ir numa reunião (REUNIÃO NO MEIO DE UMA FESTA!) onde uma baiana ficou reclamando sobre um PM ter feito baculejo em duas meninas. A primeira coisa que eu pensei que "baculejo" significasse era surra seguida de estupro seguido de outra surra, mas depois que perguntaram que merda era um baculejo, ela explicou. Nada de mais, é revista íntima. Só que o PM mandou as gurias levantarem as blusas, passou a mão, e a delegação baiana queria que a organização do evento tomasse providências à respeito. Os caras da organização que tinham quase ido pra cadeia por causa do som alto da festa teriam muito poder e influência sobre a Polícia Militar do Paraná. O-ho-ho. Eu tava realmente cagado pra ir numa reunião destas bem no meio de uma festa. Chata pra caralho, mas festa igual.

Depois que meu estoque de paciência tinha se esgotado por completo, sai daquela reunião. Era hora de ir dormir. O pessoal estava me procurando desesperadamente, pois precisavam de mais uma pessoa para rachar o táxi. Foi providencial.

Depois de perdermos um táxi por descuido nosso (e por causa de um motorista filho da puta), fomos, nós 5, de volta para o alojamento. Para variar, fiquei no meio do assento traseiro. Justamente eu. Bem, era mais confortável do que o ônibus. O taxista estava meio perdido naquele bairro, por que, bem, o bairro onde nosso alojamento estava era um lugar perdido no mapa, e tivemos que dar as direções. Nada de mais. A corrida foi 15 pila.

Bem, até dá para falar um pouco mais da enrolação antes de dormir, mas tirando a minha odisséia atrás de água para escovar os dentes, nada de muito interessante aconteceu.

Até a próxima gente! Beijomeliga!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

AnimAção!! (Parte 1)

Série de animações em flash!

A de hoje dispensa explicações.
Apenas veja e espere o final, que é simplemente... bombástico. Requer um pouco de paciência mas... vale a pena. Clique no link.

Badger Badger Badger

Comente!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Videosos Bacanosos (parte 5)

Tive que postar.
O Garfield real.
Gato True.



"Agora não, John... estou vendo TV"

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Camisetas criativas...

Taí uma boa camiseta pra ser usada por gêmeos. Um par deles usa, nos Estados Unidos.



\o/

domingo, 5 de agosto de 2007

Harptallica

Apocalyptica já é conhecida por tocar musicas do Metallica com violoncelos. A novidade agora é Harptallica. Duas mulheres tocando Metallica com harpas.

Harptallica tocando The Unforgiven:




E pra quem não conhece Apocalyptca, tá aí eles tocandoEnter Sand Man:




Finalmente honrei o nome do blog e postei algo a ver com rock XD

Pexos e apraços.

Responde essa! (parte 1)

Uma das coisas que existem ha muito tempo e surigiram na internet junto com ela são quizzes. Formulários cheios de perguntas sobre um determinado assunto, pra saber quão conhecedor você é de determinado assunto, ou testes de personalidade. Nessa série, postarei quizzes que achar pela internet. Isso é fácil, ela está lotado deles.

Começo postando um site com vários quizzes. Alguns são bem curiosos, como o que calcula o quanto valeria seu cadáver ou também as chances que você tem de sobreviver a uma atque de zumbis.
O primeiro que fiz foi pra descobrir quão geek você é.
O legal dos quizzes é que eles disponibilizam figuras com seus resultados pra você... postar no seu blog, por exemplo, tipo esse:



Eu sou 66% geek, e você?

O site é em inglês, vale a pena pra quem entende.

Pexos e apraços.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Guitar Hero

Outro dia estava eu jogando Frets On Fire, que é um jogo no estilo Guitar Hero para PC.
Configura-se os F1, F2, F3, F4 e F5, segura o teclado como uma guita (se preferir) e diverte-se jogando. Até que eu não fui tão mal, depois de umas 2 horas jogando, consegui completar uma música a 96% de precisão. Sim, era relativamente fácil, mas pra mim era ruim porque nunca tive experiência nenhuma com instrumentos de corda. Enfim, esse papo furado foi só pra dar introdução à um outro assunto.
Você acha que joga mal o Guitar Hero? Então não se sinta mal, um descoordenado(a) ou incapacitado(a). Slash também é ruim nesse jogo!!! Não acredita? Palavras dele:

“I’m not great at it,” the Guitar Hero III star admitted. “And a lot of that has to do with the fact that it’s hard for me to get rid of thirty years — whatever it is — twenty-some-odd years of playing in a certain way and then all of the sudden become accustomed to pressing some buttons and stuff. I have these little things that I’m so used to doing that when I’m playing Guitar Hero it sort of screws me up.”

Concordo com ele. Adaptar habilidades de instrumentos de corda, como a posição da mão para as notas e tudo, para botões é difícil. Mas não consigo imaginar ele não conseguindo tocar Sweet Child O' Mine nesse joguinho. Estranho, não é?

Onde eu achei isso tudo? Aqui!

Rides (Parte 3)

Carro de 'De Volta Para o Futuro' pode voltar às ruas

\o/\o/\o/\o/\o/

Vocês lembram desse filme, não é? Se não lembrarem (o que eu acho impossível, tanto quanto não saber o que é Star Wars), cliquem AQUI!

Este carro é simplesmente uma belezinha retrô. Seu nome original é De Lorean DMC-12, feito de aço inoxidável (=D) e com portas no estilo 'asa de gaivota' (Saca? Aquelas que abrem pra cima, como asas!). Sim, custa uma fortuna. Mas imagina ter um carro desses na garagem? Ah, perfeito pra parzinhos porque só cabem duas pessoas.

No filme, ele era assim:

Cheio de modificações...a mais legal é que ele podia voltar no tempo! xD
Normalmente é assim, de fábrica:


Quem quiser se divertir fazendo sua versão de papel, pode clicar AQUII!!, imprimir, recortar e montar o seu.

Depois me contem como ficou, se é que pretendem fazer isso, hehehe.
=***

terça-feira, 24 de julho de 2007

Aloprando em Curitiba (Parte 2)

Dia I: A Viagem (de ônibus) de Ida

ENEP: Encontro Nacional dos Estudantes de Psicologia. Muito ouvi os bisavóteranos (veteranos dos veteranos dos nossos veteranos) falarem desse encontro. Tanto ouvi que decidi ir também.

O encontro originalmente duraria 7 dias, comeriamos no RU e ficariamos alojados em salas da Universidade Federal do Paraná, a UFPR, universidade que não tem uma pronúncia tão divertida quanto o URGS da UFRGS , mas é bem bacana também. Eu disse que "originalmente" seriam 7 dias, certo? Pois bem, não foi sem motivo, pois por causa da greve dos funcionários da universidade e pela falta de planejamento dos psicos da UFPR (que apoiam a greve), perdemos o rango e teríamos que ficar alojados em algum outro lugar em Curitiba. Para coroar tudo isso, o encontro acabou encurtando para 5 dias. Apesar dos pesares, ninguém desistiu por causa disso (já por outros motivos... bem, não vale a pena comentar).

O credenciamento no evento seria terça-feira de manhã, e como a viagem até lá dura mais ou menos 12 horas, sairíamos de Porto Alegre, da frente do nosso amado Instituto de Psicologia, na segunda-feira de noite, para chegar lá pelas 8 da manhã. No nosso ônibus, além do pessoal da UFRGS, iriam 3 pessoas da PUCRS, 2 da Unisinos e uma guerreira da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Viagem de ônibus de ida é sempre uma farra. Ninguém dorme: todo mundo fica cantando, gritando ou falando merda quase que o tempo inteiro. Sem falar que compraram 3 garrafões de vinho para a ida. Não preciso dizer que os buracos da estrada e o porre da gurizada contribuíram para que as poltronas fossem tingidas de roxo. Fiquei bastante tempo conversando também, mas como ninguém é de ferro, dormi também. Incrível como ouvir música, qualquer uma, qualquer tipo, tem um efeito sonífero nessas horas. Eu não queria dormir, mas acabava de qualquer jeito, só para acordar meia hora mais tarde e ver que já tinham se passado 20 faixas. O único acontecimento digno de nota, além do fato que eu não me manchei de vinho barato (lembrem-se crianças, quanto mais vagabundo o vinho mais fodida é a mancha na camisa do bebum), foi nossa parada para lanchar em Torres. O paradouro estava cheio de uruguaios, e era um espetáculo interessante ver meu colega Gabriel xingando o futebol deles em um portunhol pra lá de gaiato.

Chegamos um pouco antes do que o previsto em Curitiba, e descobrimos onde os eventos ocorreriam. Era num colégio municipal na periferia da cidade, o Cecília Meirelles. Entrei na fila (por que não podia faltar uma fila num evento desses) e fiquei conversando com uma guria da Universidade Federal de Goiás, que não vi mais depois disso. No cadastro, colocaram uma pulseirinha amarela no meu pulso, para identificação e permitir que eu entrasse nos alojamentos e festas sem muitas complicações. Estava escrito na pulseirinha o de praxe "ENEP Curitiba PR". OK, normal. O que me preocupou foi que vinha escrito depois "grita LUXO!!!". A primeira coisa que pensei foi "Isso deve ser o que a gente deve gritar quando ver nosso alojamento". Dito e feito. Ficamos no colégio Algacyr Maeder, o mais ginete de todos. Tão ginete que ficou conhecido com "Aljazira" (eu sei, a Al Jazeera é a TV, e a Al Quaeda é a rede terrorista, mas para fins humorísticos dá tudo na mesma). Lá, quem mandou foi Murphy e sua lei, pois tudo que poderia ter dado errado deu errado, e da pior forma possível.

A primeira coisa que deu errado foi a comida. A organização do evento tinha feito uma parceria com um restaurante que mandaria quentinhas para a sede dos eventos, e para que pudessemos nos deliciar com suas iguarias, tinhamos que comprar tickets de café da manhã, almoço e janta. Tudo à preço de custo. Como nos falaram que não havia nenhum restaurante, bar, bodega ou buraco pra gente comer torrada (misto quente, perdão), nos obrigamos a comprar os tais tickets, para quarta, sexta e sábado (um churrascão tinha sido programado para quinta-feira). Lograr o pessoal da organização era uma barbada. Aliás, não era necessário nem se esforçar, por que todo mundo da excursão de Porto Alegre que comprou os benditos tickets ganhou vááários a mais. Devolvemos o que não pagamos, claro, mas já ali dava pra prever que a coisa não daria certo.


Fomos para o alojamento. Pegamos uma sala de aula que, apesar de meio isolada, era bem confortável, pelo menos para nossos padrões chinelões. O problema é que ela estava cheia de cadeiras e mesas, que comiam metade do nosso espaço útil. Como aparecia gente de tudo que era lugar para dormir ali no Algacyr, precisavamos fabricar espaço. Empilhamos as porcarias no corredor. Ficou uma obra de arte, digna de Picasso, tão linda que me obriguei a tirar uma foto daquela montanha de pau e ferro. Agora, fico pensando nos funcionários daquela escola, que vão ter que desempilhar e colocar tudo no lugar. Fico com pena. Mas na hora eu só me preocupava como e onde eu dormiria. Dessa vez não fui tapado como no último encontro que fui (levei uma coberta. E só), e trazia comigo meu saco de dormir, o isolante térmico e um colchonete pra não ficar no chão duro. Também tinha uma barraca iglu, mas o espaço era pouco e não precisava montar nada.

Depois que estava tudo organizado (amontoado na sala), começamos a sonhar com comida. E para variar, tinha um restaurante ali perto, o Tempero Verde. Bifê livre, com direito a uma carne e suco liberado, tudo por 5 pila. Pensando logicamente, se havia um restaurante barato assim por perto, com certeza encontrariamos outros, o que significa que não precisavamos ter comprado tantos tickets com a organização do evento. Se não foi traição, foi burrada da organização, que nem ao menos se dignou em procurar lugares próximos para rangar. Posso dizer que os estabelecimentos próximos do evento num raio de 2 km teve muito lucro com a gente, especialmente se vendessem cerveja.

Para ir de um alojamento ao outro, não podiamos contar com nosso ônibus, pois o translado não estava incluído no pacote: era pegar busão de linha ou ir a pé até o Aljazira. Como eu não nego a minha criação na Gringolândia, sempre que possível ia de expresso canelinha, mas a primeira vez que me desloquei do alojamento até a sede me dispus a pagar R$ 1,90 de passagem. Aproveitando para conhecer o local também, comprei uma latinha de Nestea de tangerina, sabor que nunca vi, nem em Caxias, nem em Porto Alegre.

Ocorreria à noite uma plenária inicial, que determinaria algumas regras, como o regimento interno de todas as plenárias que ocorreriam durante o encontro, e, a parte mais importante, quantos eventos os participantes teriam que participar para terem direito de votar nas plenárias e ganhar o certificado de participação. Depois desta plenária, ocorreria a mesa-redonda inaugural, e, pra finalizar, um luau no Algacyr. A bebida era por conta de cada um, inclusive os "litros de sensualidade" (teve gente que realmente esbanjou os seus litros, mas isso não vem ao caso no momento). Um pouco antes de entrarmos para a tal plenária, descobrimos que a naba dos tickets era ainda maior do que poderíamos imaginar. Como eles eram feitos de forma bem... digamos, artesanal (xerocado e cortado com tesoura), era muito fácil fazer algumas versões piratas. E um grupo de malandros fez isso, e tirou xerox de várias páginas de tickets. O único anteparo de segurança que os caras da UFPR tinham pensado, um carimbo atrás de cada ticket, se provou inútil, pois pegaram o carimbo emprestado. Então, como forma de conter o prejuízo, (des)organizaram uma lista com os nomes de quem havia pago suas refeições. Claro, isso não impediria os falsificadores de aparecerem com a maior cara-de-pau do mundo e colocarem seus nomes na lista, mas pelo menos o problema de pirataria estava resolvido.

A plenária foi uma gigantesca piada. Só consigo achar graça daquele negócio mal ajambrado. Qualquer um poderia entrar a qualquer hora e votar, mesmo sem ter ouvido todas as propostas na íntegra, ou mesmo sem ter ouvido porra nenhuma. Por causa disso, aprovaram, por contraste visual, que não era necessário participar de nenhum evento do encontro para ganhar o certificado. Como alguém disse de arreganho depois, era ganhar um certificado de 50 horas de festa. Levando-se em conta que, nos currículos mais recentes dos cursos de graduação em Psicologia do Brasil, atividades extracurriculares como congressos, encontros e cursos valem como créditos complementares, foi um baita presente para os vagabundos de plantão. Outra parte engraçada foram as gurias que sentaram atrás de nós na tenda onde a plenária estava ocorrendo. O jeito como elas falavam ("Democracia demais sempre dá em merda, meu querido!"), se vestiam e gesticulavam simplesmente gritavam "PATRICINHA NO PEDAÇO!" O Marcelo, meu veterano, me cutucou e falou "Aposta quanto que elas são de uma particular?". Bem, elas eram da Universidade Federal de Santa Maria. Foi um belo chute, em todo caso. Lá pelas 7 horas, foi posto em votação se a plenária deveria ser interrompida para a janta ou se deveriamos seguir adiante com ela. Transcrevo, da maneira mais exata possível, a votação:

Mesa - Quem é a favor de que a plenária seja interrompida por 30 minutos para janta
*Poucos levantam o braço*
Mesa - Quem é a favor de que a plenária siga sem interrupções?
*Grande maioria levanta o braço*
Mesa - A plenária seguirá sem interrupções. Porém, a mesa está com dificuldades técnicas e pede um intervalo de 30 minutos para resolvê-los.

Quem precisa de humoristas com gente assim por perto? Fomos jantar mesmo, e como a organização não nos garantia alimentação no primeiro dia, tinhamos que nos virar na janta também. Descobrimos outro barzinho, perto do Cecília Meirelles (a sede, lembram?), o Alecrim, mas conhecido como Bar do Alemão. O xis dele é bem gostoso, e vale os três reais investidos, apesar do tamanho diminuto para os padrões caxienses. Aprovei o suco que ele faz lá também.

Depois do final da plenária, ocorreu, com atraso, a mesa-redonda de abertura. Para variar, cheguei atrasado. Mas não faz muita diferença, por que não lembro de quase nada do que o convidado falou. Só lembro que ele a-d-o-r-a Michel Foucalt. Não é uma grife de roupas, mas um escritor francês. No fim das contas dá no mesmo.

A plenária terminou meio que aos pontapés, já que a escola tinha que fechar às 22:30. Antes de sairmos em direção ao Algacyr para chegar a tempo no luau, demos uma espiada nos eventos do dia seguinte, e, para nossa felicidade, descobrimos que nossa heroína maior, Suely Rolnik, iria participar de uma mesa-redonda. Foi uma hemorragia de prazer descobrir isso.

Fomos a pé mesmo. Junto com nós da UFRGS, havia todo um pessoal de outras universidades que iria para o luau. Eles foram direto para o alojamento, enquanto nós ficamos dando voltas pelo bairro, procurando botecos abertos e clamando "Cerveja! Cerveja! Cerveja!". Encontramos uma padaria aberta. Aproveitei e comprei uma torta e um suco. De lá, fomos para um outro bareco, que vendia vinho e cerveja. Lá, ficamos assistindo os vídeos do acidente da TAM, que havia recém acontecido.

Demoramos bastante para chegarmos no alojamento. Não que estivessemos perdidos (perdido em fico em Porto Alegre sozinho, não em Curitiba junto de uma galera), mas iamos parando de bar em bar, procurando por bebida. Cheganno no Aljazira, já dava para ver que o luau estava foda. Não tinhamos dado 10 passos dentro da escola e já tinha um japa chamando o hugo no gramadinho, e logo atrás dele, um bando de marmanjos gritando "Eu quero passar mal!". Devem ter enchido a cara com Keep Cooler e Smirnoff Ice as moças, mas enfim! Fomos para nosso quarto, onde uma animada roda de violão acontecia. Eu estava meio cansado, e queria me deitar. O Chico perguntou se eu não queria me deitar no colchão dele, pois ele iria dar uma saída. O Chico é um cara injustiçado: dizem que ele é chato, mas no fim ele é um paizão. Bem, eu tinha meu próprio colchonete, recusei e agradeci. Pois é, este foi um dos meus atos que mais influenciou o rumo das coisas.

Lembram que eu falei que algumas pessoas esbanjaram seus litros de sensualidade? Pois é, alguns minutos depois do Chico ter saído, um casal indistindo, na maior agarração, aparece na sala, e se joga em uma cama localizada no canto. É gente, era a cama do Chico. Todos ficaram olhando aquela cena, sem entender muito além de que era uma baita putaria. De repente, alguém puxa uma musiquinha "Chico, cadê você? Estão transando, na sua cama". Foi o delírio da torcida. Cada vez aparecia mais gente para cantar junto, até que o Chico, invocado, aparece e arranca as cobertas que cobriam os pombinhos (bêbados, por sinal). Fico pensando agora: se eu tivesse me deitado na cama do Chico, teriam transado na minha cama? Ou em cima de mim mesmo? Nunca saberemos, e isso é muito bom.

Ainda essa semana posto o Dia II, mas acho que vai demorar mais do que este post pra sair (a memória não colabora).

Sou...Mutante?

Este site está dando prêmios para quem consegue fazer coisas absurdas ou no mínimo hilárias. Grava-se vídeo, bate-se foto ou escreve-se texto, envia-se e espera-se a votação. Os três mais votados (com acompanhante) visitarão o Centro de Teledramaturgia da Record (RECNOV) e ganham as passagens pro Rio de Janeiro. Só espero que não sejam pela TAM.

Lula evita visitas ao Sul

Com medo de represálias em relação à crise aérea e também por ter sido vaiado na abertura dos jogos do Pan, Lula decide deixar Sul e Sudeste do país para depois. A agenda de visitas para Santa Catarina e Rio Grande do Sul era pra semana passada, mas ele decidiu cancelar. E de quebra, começar pelo Nordeste onde ele tem uma maior popularidade e aceitação do seu governo.

"Nas avaliações políticas discutidas nos gabinetes palacianos nos últimos dias, Porto Alegre é visto como campo minado para o petista. Foi de lá que partiu o vôo 3054 da TAM, duas horas antes de se chocar com o prédio da mesma companhia, em São Paulo, na última terça-feira.

Nos bastidores, no entanto, o governo não esconde a avaliação de que o Sul e o Sudeste são territórios cada vez mais hostis. Pesquisas apontam altos níveis de desaprovação ao presidente em São Paulo, sobretudo em relação à condução da crise área e da atuação do governo nos dias posteriores ao acidente em Congonhas. Lula não colocou os pés na capital paulista, gesto que ainda lhe rende muitas críticas."


Nem vou comentar porque ele está começando por lá. Só digo que tem a ver com a baixíssima taxa de alfabetização do povo e com a inerente pobreza da região. Quem discorda? Não creio que muitos discordem disso.

Está fazendo falta um presidente aqui no Brasil. Não venham me dizer que já temos, não chamo Lula de 'presidente', pois não mostra bravura para enfrentar a desaprovação de seu governo ou ainda tentar jogar menos merda no ventilador. E nem solidariedade com os parentes das vítimas do acidente da TAM, que no mínimo mereciam um discurso, por mais demagogo que fosse, pois assim estaria demonstrando que o nosso líder não está se acovardando diante de um problema que se arrasta há mais de 10 meses. Será mesmo que era necessário um acidente com em torno de 200 mortos pra ampliarem, ou ainda, construir um aeroporto internacional MUITO mais decente e maior do que aquele?
Palmas ao jeitinho brasileiro. É nisso que dá.

Como diria o gaúcho, conosco é bala no bucho e o buraco é mais embaixo.

Onde eu li? Aquii!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Aloprando em Curitiba (Parte 1)

Pessoal, voltei ontem de Curitiba, onde estava acontecendo o XX ENEP - Encontro Nacional dos Estudantes de Psicologia. Foi uma semana como a do vestibular: cheia de pretextos sérios para fazer festa. Por isso, e por não postar com a freqüencia que costumava (ou desejava), escreverei uma nova série de posts sobre minhas aloprações na capital paranaense ao longo dessa semana.

Aguardem
Beijomeliga

sexta-feira, 20 de julho de 2007

"O Chapolin Colorado" vai virar longa animado


\o/\o/\o/\o/\o/\o/

ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!

Palma, palma, não priemos cânico...8D

Tá, não vai ter a mesma magia porque vai ser desenho animado, mas...aah, é Chapoliiin...e eu vou ceeeerto, assim que sair no cinema, porque, certamente vai sair nos nossos também. É simplesmente um ícone da infância dos anos 80/90, se deixarem de lado, vai haver revolta! ò__ó
Não deixaremos que se aproveitem de nossa nobreza, senão os fulminaremos à golpes de Marreta Biônica! \o/

"Por enquanto, as imagens e o roteiro do filme estão sob cláusula de sigilo, mas o filho do "Chaves" adiantou que se trata de "uma história que recupera a essência do Chapolin Colorado como herói e ícone mexicano, assim como a dos personagens que rodeiam sua existência"."

E sigam me os bons...o/

A notícia? Aquii!!
Não contavam com a minha astúcia...8D

Inseto-robô faz seu primeiro vôo

Quer ler na íntegra? Clique AQUII!!!

"Os movimentos do robô imitam um vôo real e os pesquisadores acreditam que um dia ele poderia servir para detectar produtos químicos tóxicos."


E isso me faz pensar que...num futuro talvez não muito distante, deveremos tomar cuidado ao sair matando moscas. Imagina você dar uma 'pazada' num projeto de alguns milhares de dólares? Sair alegre e feliz porque matou o 'inseto maldito' e olhar que tudo o que se soltou do 'animal' foram alguns circuitos...deve ser decepcionante...
Imaginei, agora, uma versão 'inseto robótico' do R2D2. Imagine você correndo atrás do inseto com o chinelo na mão, ou simplesmente atirando uma almofada, e ele saindo voando e gritando "IAAAAAAUUUUUU"...
8D

Viajei, viajei...

xD

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Rides (Parte 2)

Sessão nostalgia nessa série, assim, logo de cara. =D
Quem nunca brincou de Lego na sua infância? Eu brinquei bastante com os dos meus amigos porque naquela época custava caro, e logo, eu não tinha.
Enfim, o que isso tem a ver com carros? Pois lhes digo que a Lego lançou dentro da sua linha de carrinhos "Lego Racers" a Ferrari F430 Challenge totalmente montável, desmontável e customizável.



Tem também o pit stop da Ferrari, com nomes dos pilotos e as baratinhas, tudo pronto pra fazer qualquer criança ou 'criança-grande' se divertir por muitas horas. Colecionadores também poderão ter mais este brinquedinho na sua estante. 8D



Os preços da linha variam de R$ 99,90 a R$ 469,90. Meio salgado, ainda, mas uma de verdade tá valendo algo como R$ 1,35 milhão. xD

Ah, não sei a avó de vocês, mas a mãe da minha mãe (portanto avó materna) costumava fazer blusões de tricô pra mim. Sim, daqueles beeeem coloridos que era pra aproveitar toooda a lã. Aí, perambulando pela internet, achei a Ferrari de tricô...19km de lã, demorou 10 meses pra ficar pronta, com ajuda de familiares e amigos. Obra de Lauren Porter, estudante de Arte na Bath Spa University (que nome bizarro...). Me pergunto se é mesmo fofinha. (A Ferrari, óbvio)


Porque essas bizarrices a gente só acha na internet...xD

Eeenjoy!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Pedro Osório 2016

O Brasil (mais especificamente, o Rio de Janeiro) está sediando os jogos panamericanos 2007. Diz Galvão Bueno (o que não significa lá muita coisa) que o Brasil quase certamente sediará a Copa do Mundo de Futebol em 2014.

Mas por que não ter Jogos Olímpicos occorrendo no Rio Grande do Sul?
Esse e-mail que recebi dá boas propostas ^^

"Pedro Osório 2016 - Cidade Candidata

Kledir Ramil


Só porque vai sediar o Pan, o Rio quer também organizar os Jogos Olímpicos de 2016. Não sei quem toma essas decisões, mas gostaria de apresentar uma proposta: a candidatura da cidade de Pedro Osório. Nada mais justo do que homenagear esse município que traz na sua origem o nome de Vila Olimpo. É uma cidade predestinada.

Nós, os gaúchos, somos o povo mais preparado para sediar os jogos, se levarmos em conta alguns fatores. Por exemplo, a tocha olímpica. Ninguém sabe fazer um fogo como nós. Qualquer índio velho junta umas achas de lenhas, acende um fósforo e pronto. E aí, aproveita o braseiro, enfia um naco de picanha gorda no espeto... Não há dúvida,
seria uma olimpíada inesquecível.

É claro, teríamos que fazer algumas adaptações. As modalidades de esportes precisariam incorporar jogos com características mais regionais, como a Bocha, o Truco e o Jogo do Osso. O espírito olímpico do Barão de Coubertain - "o importante é competir" - teria que ser alterado para alguma coisa do tipo "não te fresqueia, bagual".

O Boxe poderia ser substituído pela Briga de Baile, mais emocionante. Só termina quando alguém abre a cabeça do outro com uma garrafa de cerveja. Nas artes marciais temos a Queda de Braço e a Guerra de Bosta. Tênis de Mesa, o tal do Ping-Pong, pra nós é jogo de criança.
Já que tem diversão pra gurizada, podiam incluir também Bolinha de Gude, Pandorga e Bodoque com Caroço de Cinamomo. Arco e Flecha é barbada, é coisa de índio. A gente mexe com isso desde o tempo dos guaranis. E esse negócio de Ciclismo é passeio de bici. Vamos botar as mulheres pra disputar com eles. Agora, aquela corrida esquisita em que os homens ficam se requebrando com passos de mulherzinha, está proibida.

Natação terá Nado de Costa com Poncho em Açude, esporte para poucos.

Hipismo vamos manter, o que não falta é cavalo pra Cancha Reta. Tiro ao alvo também, mirando uns maçanicos do banhado. A Esgrima vai usar adagas de verdade e não aqueles arames fininhos, sem graça. E se tocarem uma rancheira, melhor, a coisa vira Dança dos Facões.

Futebol será o de Campanha - com bota e espora - para se adaptar às condições do estádio, que durante a semana funciona como pastagem para o gado. A Ginástica Olímpica será substituída, com vantagens, por Chula e Chimarrita. E vamos promover alguns esportes até então considerados menores, como Cuspe em Distância, Peteleco e
Halterocopismo.

Tudo isso sem falar da festa de abertura: som de 300 bombos legüeros, apresentação de Gisele Bündchen... E por aí vai. Vamos amadurecer a idéia. Não quero cantar vitória antes do tempo."


E aqui não tem risco das delegações virarem reféns de traficantes...

segunda-feira, 16 de julho de 2007

O Tio dos Burros

Eu já vi gente lero dicionário como passatempo e achei absurdamente estranho, mas se fosse esse eu não julgaria.

Dicionário inFormal

É um dicionário online personalizado. Qualquer um pode mandar palavras e significados. A palavra passa por uma avaliação, e se passar, pode ser lida por qualquer um. Eu a pouco mandei a definição do verbo "mangar", logo deve estar on line.

Há um lista das palavras mais procuradas do dia. Hoje a lista é encabeçada (com trocadilho) por "siririca" e "buceta". Considerando que as definições podem contar imagem, imaginem como dá pra se divertir na página.

O Tio dos Burros, irmão do Pai dos burros... ã, ã, pegaram?

¬¬ Por escrito nao fica tão tri...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

A realidade supera a ficção (Parte 19)

Esse comentário merece um post:

Paulo (Paulete) disse...
Oi gente, isso nào é naaaaaaaada. Eu sou gay, transsexual, cortei fora, e consegui engravidar meu namorado. Issso é miiiiiiiiilagre. Esse cara não passa de uma ameba.


Esse cara ganha do Profeta do post anterior. Pelo menos em cara de pau.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Da série "A realidade supera a ficção" (Parte 18)














Esse cara é Chuck Norris. Convenhamos, engravidar uma mulher sem útero, não uma, mas DUAS vezes, é coisa que só o Mestre conseguiria.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Heaven and Hell

Vamos honrar o título do nosso blog. o/
E aquecer para o próximo dia 13 que é o Dia Mundial do Rock! \,,/

Acho que todo mundo que gosta do bom e velho rock n' roll está ligado na turnê Heaven and Hell que o Dio (Ronnie James Dio) está fazendo com os integrantes da extinta banda Black Sabbath. O fato é que ele está nessa turnê pra relembrar a época em que ele tocava com essa galera muito foda, pois o Ozzy tinha saído (ou sido expulso, não me recordo).

Não pude deixar de notar na aparência desse roqueiro das antigas. Chamar ele de 'caveira ambulante' chega a ser até elogio. Mas devo ressaltar que, apesar de tuuudo, além de manter a sua alma no rock, ele ainda deixa as suas madeixas longas. É um senhor, sem dúvida, muito respeitável.

Estão duvidando? Olha aí:


Esse show foi na Bulgária e tem mais fotos neste site: Aquiiii!!!!

Pra quem não conhece essa fase do Black Sabbath, recomendo obviamente, baixar o CD todo (Heaven and Hell). Mas posso sugerir algumas músicas:

-Neon Knights
-Children of the Sea
-Heaven and Hell

Com isso dá pra ter uma idéia.

Have fun! =D