Coisas que aprendi na Faculdade (Parte 41)
O que fazer quando se tem um trabalho para entregar em dois dias e, para fazê-lo, é necessário ler uma tese de doutorado de mais de 200 páginas?
Nunca subestimem a importância do abstract. Nunca!
O que fazer quando se tem um trabalho para entregar em dois dias e, para fazê-lo, é necessário ler uma tese de doutorado de mais de 200 páginas?
Nunca subestimem a importância do abstract. Nunca!
Obra composta por Andarilho às 3/23/2008 08:14:00 a.m.
0 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Coisas que aprendi na faculdade,
Faculdades e afins
Se em 5 anos de faculdade o Decordi (Departamento de Controle e Registro Discente) não colocar nada na sua bunda na época da matrícula é porque você não estudou na UFRGS.
Obra composta por Andarilho às 2/26/2008 09:20:00 a.m.
3 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Coisas que aprendi na faculdade,
Faculdades e afins,
Merda
Dei uma passada hoje na Biblioteca da Psicologia para acompanhar um amigo, e aproveitei e dei uma pesquisada no catálogo geral de bibliotecas da UFRGS. Fui jogando uns nomes de autores ao acaso na barra de pesquisar e via o que aparecia. Obviamente, procurei por autores que me interessavam primeiro. Não é exatamente produtivo listar todos os nomes que pesquisei, mas acho dei preferência aos que tenho certeza que verei muito pouco na faculdade. Para meu espanto, a grande maioria dos livros de Psicologia não se encontram na biblioteca da Psicologia como seria de se esperar, mas na Faculdade de Educação (Faced), e no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Em todas as pesquisas que fiz essas duas unidades apareciam com pelo menos quatro vezes mais frequentemente do que a Psicologia. Nossa biblioteca é mais limitada do que imaginava. E é por isso que é difícil ser esforçado: se eu quiser ler livros realmente bons de Psicologia, eu preciso ir até o Campus do Centro ou o Vale, onde não fica a minha faculdade.
Obra composta por Andarilho às 1/24/2008 08:56:00 a.m.
0 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Faculdades e afins
Hoje dois mundos muito distintos se encontraram. Como já disse antes, almoçaria esta semana inteira no RU do Centro, não pelo sabor da comida (que não é ruim, diga-se de passagem), mas por causa do preço: buffet de feijão com arroz livre por R$ 1,30. São uns 15 minutos de caminhada até lá. Quando cheguei lá, as portas estavam fechadas e com um aviso na porta: hoje, dia 24 de janeiro de 2008, não haveria almoço ali por que a bomba de água tinha estourado. Maravilhoso. No caminho de volta, encontrei um veterano de Psicologia, que também se dirigia ao Le RU Centro. Em vão, claro. Quando falei para ele que a desculpa do dia era a bomba de água estragada, ouvi a desalentadora resposta "então eles vão tirar férias mais cedo".
Me lembrei dos dias que alguém esquecia de levar pizza para o almoço em Glenwood e eu passava o dia só na base de leite. Com a diferença que dessa vez eu vou passar à bisnaguinha com manteiga ou mumu.
A UFRGS tem muita coisa boa, mas continua sendo um órgão público federal, cheio de funcionários públicos. Ô merda.
Obra composta por Andarilho às 1/24/2008 08:22:00 a.m.
0 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Cozinha,
Faculdades e afins
Aqueles que acompanham este blog desde seus primórdios devem lembrar que em várias ocasiões escrevi posts com temáticas alimentares (especialmente quando estava morto de fome). Hoje, volto à carga para falar da comida do Restaurante Universitário da UFRGS, RU para os íntimos, Bistrô le RU para os mais íntimos e Bistrô Le RUim para os desafetos.
Em outras ocasiões já falei do nosso amado RU, local folclórico da Federal. É extremamente barato comer ali, apenas R$ 1,30 a refeição, e R$ 0,30 o suco de água colorida com açúcar. É também um local muito rico em trocas sociais, pois todos os estudantes de todos os cursos do campus mais próximo almoçam e até jantam ali. É também um lugar de muita paz e harmonia, pois apesar de toda a baderna e correria para encontrar mesas para comer sentado, só uma vez presenciei uma briga com este motivo (e tenho minhas dúvidas se este era realmente o motivo).
Outra coisa marcante no RU é a qualidade da comida e como ela é avaliada. Tem muita gente que adora o rango do RU (eu inclusive), e muitas gente que simplesmente detesta. Os restaurantes dos diversos campi também são avaliados de forma diferente: até agora, o RU do Vale é o que mais acumula reclamações, enquanto que o RU do Saúde é o campeão em elogios absolutos, e o RU da Agronomia em qualidade dos elogios. O RU do Centro é o mais ambivalente: as vezes é o melhor, as vezes é o pior. E o RU da ESEF é o mais promissor (falo mais dele quando estiver construído e funcionando).
Apesar de achar a comida gostosa, já passei mal depois de quase uma semana só no feijão com arroz do RU. Na sexta-feira daquela semana preferi comer pão com ovo frito do que dar as caras no infâme bistrô.
E ainda assim, mesmo depois desta traumática experiência, continuo comendo lá. Hoje fui até o Campus Centro almoçar, pois o restaurante de lá é o único funcionando nessa época do ano. Nunca tinha almoçado lá. Quanta diferença dentro de uma mesma universidade. A comida não era muito diferente da do Saúde, mas as bandejas... bem, como bem definiu meu colega Daniel "aquilo não são bandejas, são pedaços de metal que foram para guerra, foram pisoteados, amassados, e quando não serviam pra mais nada, mandaram para o RU pra servir de bandeja". De fato, o nível de tortura das bandejas era muito maior do que eu estava acostumado (ou esperando). Além disso, o RU do Centro tem uma aparência de "refeitório de presídio", enquanto o do Saúde é chamado de "McRu". Bem, acho que devo ir me acostumando com isto, pois esta semana inteira não tenho outro lugar para almoçar (e jantar) a não ser o meu querido RU. De certa forma, almoçar por 1,30 não tem preço.
Obra composta por Andarilho às 1/23/2008 07:23:00 a.m.
1 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
As Indiadas do Andarilho,
Cozinha,
Faculdades e afins
É amanhã a matrícula dos meus bixos. Amanhã de manhã eles farão o que eu estava por fazer um ano atrás (talvez não um ano cronológico, mas um ano lógico de distância). Ainda lembro da sensação de expectativa e esperança que tinha naquela semana - e relembrei-a nesta semana de espera pelo dia 22 de janeiro. Fico imaginando se eles se sentem da mesma maneira que eu me senti. Porém, não é mais a mesma coisa para mim: esse um ano de Psicologia foi ambivalente, com muito riso, mas com muita tristeza também.
Fico imaginando, antes de dormir, se o ano deles vai ser parecido com o meu.
Obra composta por Andarilho às 1/21/2008 04:38:00 p.m.
0 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Faculdades e afins
Saiu o Listão! Aqui vão os nomes das criaturas que vão sofrer na minha mão esse ano:
Bixos da Psicologia
1- Amora Rosa
2- Ariéle Lima de Mello
3- Biana Vasconcellos Lauda
4- Carla Oliveira Mello
5- Carlos Adriano Sippert
6- Cibele Medeiros Boff
7- Clariana Tavares Maurente
8- Dafni de Melo
9- Daniela Rosane Dumke
10- Débora Crivelaro Dickel
11- Doralúcia Gil da Silva
12- Elenice Soares
13- Gabriela Cassia Ritt
14- Gabriela Pinto Mendes de Moraes
15- Gicela Maria Nicolini
16- Isadora Hosannah Pinto de Oliveira
17- Larissa Souza Gasparin
18- Laura Lichtenstein Corso
19- Leandro Menezes Lopes
20- Leticia Eli Pereira de Campos
21- Letícia Garibaldi Gasparett
22- Lucas dos Santos Bueno
23- Lúcia Kreling Zabaleta
24- Luiz Padill
25- Mabel Caroline Schultz Pinza Gouveia
26- Maili da Silva Ritta
27- Mauricio Nardi Valle
28- Patricia Santos da Silva
29- Patrícia Wilhelm Oliveira
30- Paula Kern Milagre
31- Priscila Viegas Kercher
32- Rafaela Grinas Gowert
33- Raquel Schwartz Henkin
34- Renata Borba Pires
35- Renato Pernigotti Sudbrack
36- Shirlei Schwartzhaupt dos Santos
37- Sofia de Souza Lima Safi
38- Tamires dos Santos Rios
39- Thiago da Silva Prusokowski
40- Willian Mella Girotto
Bixos de Fonoaudiologia
1- Aline Stanislawski Silva
2- Amanda Kunzler Etcheverria
3- Ana Bassôa de Moraes
4- Ana Carolina Christofari
5- Bruna Fiorenzano Herzog
6- Bruna Leão Vargas
7- Bruna Noronha Teixeira
8- Camila Luzia Mallmann
9- Carolina Louise Cardoso
10- Caroline Izolani
11- Caroline Wüppel
12- Diogo Mello Rodrigues
13- Dulce Azevedo Ferreira
14- Frani Adami
15- Isis Bicca Keppeler
16- Isabel Cristina Berger
17- Ivana Silveira de Oliveira
18- Juliana Müller Morellato
19- Larissa Nogueira Freire
20- Leandro Passos Rangel
21- Marcela Hammes
22- Mariana Viana Bezzi
23- Natacha Barros Siqueira
24- Raquel Andressa dos Santos Barraza
25- Roberta Silva Araújo
26- Thelma Denise Ferreira Sampaio
27- Vanessa Barcelos de Farias
28- Vanessa Curvello
29- Vanessa Felipe de Deus
30- Viviane Real Argoud
Ano que vem tem mais, mas daí já não é comigo! Melhor sorte pra quem for tentar de novo!
Obra composta por Andarilho às 1/18/2008 06:39:00 p.m.
1 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Faculdades e afins
Obra composta por Andarilho às 1/07/2008 11:39:00 a.m.
0 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Faculdades e afins,
Imagens,
Realidade Supera a Ficção
Amiguinhos e amiguinhas, eu e uns colegas meus da faculdade começamos um blog, sobre Psicologia, Filosofia e ciência em geral: Os Amoladores de Facas. Para quem estiver interessado em ler as bobagens que eu escrevo, só que com argumentos mais densos, porém igualmente bem escritos e com o espírito de porco de sempre.
Prometo que continuo postando por aqui.
Obra composta por Andarilho às 12/30/2007 08:36:00 a.m.
0 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Faculdades e afins,
Sobre o Blog
Entrei de férias este sábado. Esta data memorável marca o fim do meu primeiro ano letivo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Apesar de ainda ter alguns compromissos na faculdade, acredito que agora seria o melhor momento para fazer uma retrospectiva deste ano (nada a ver com aquele programa que o Bóris Casoy apresentava lá por 30 de dezembro na Record recapitulando todas as merdas que aconteceram no ano que está acabando). Primeiro por que, como estou de férias, tenho tempo de sobra para ler, treinar, ver filmes e escrever para o blog. Segundo, por que são duas da manhã e não estou com sono.
Antes de mais nada, falarei um pouco sobre o ambiente em que estudei este ano, e que continuarei estudando pelos próximos quatro anos. A UFRGS é uma universidade pública, e como bem definiu a Lady Hell, é um universo paralelo (sim, temos portais de teletransporte, mas não posso revelar os locais. E o atalho é Shift+T). Temos nosso almoço e nossa janta subsidiados, caminhamos por entre pesquisadores e laboratórios altamente equipados e cheios de verba, pipocam projetos de extensão por aí e o a única coisa que pode nos impedir de cursar todas as disciplinas obrigatórias e algumas eletivas a mais é o tempo, e não o dinheiro. Tudo é de graça ou extremamente barato. Coisa que não existe na UCS ou na Unisinos, particulares que conheci pessoalmente.
Claro, a infraestrutura da UFRGS é bem mais capenga do que a da Unisinos, que tem um campus central do tamanho de um parque temático, prédios bem pintados e canteiros de flores bem cuidados, ou do que a UCS, que tem até zoológico na cidade universitária e várias unidades espalhadas pela Serra e além. Mas, pelo o que tudo indica, um canteiro cheio de violetas em flor não é o que mais conta na avaliação do Ministério da Educação. Tanto é que a UFRGS é, segundo aquele listão do Enade que eu postei aqui, a UFRGS é a sexta melhor universidade do Brasil em cursos de graduação, e segundo o CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), de nível internacional em cursos de pós-graduação. Por mais que os instrumentos utilizados na avaliação sejam incompletos (e são, como todo instrumento de avaliação subjetiva), eles refletem alguma coisa da verdade. Realmente, estudo em uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil. Em termos.
Temos professores muito bem qualificados, pelo menos aqui na Psicologia. 83% deles tem doutorado (40% destes com pós-doutorado), contra 31% de doutores na Psicologia da UCS. Mas e daí? Um colega de outra faculdade reclamou de uma professora dizendo que "ela tem uns 8 pós-doutorados mas não consegue nem dizer o próprio nome direito". Diz-se que as avaliações nas Federais são muito mais exigentes, pois ninguém tem o dever de passar o filho do ricaço, que paga uma banana para que seu filho vire "dotô". Não tenho como comparar por experiência própria, mas pelo o que meu pai, psicólogo formado pela UCS diz, eu estudo muito mais do que ele estudava. Em termos absolutos, posso dizer que eu realmente me ferro estudando para passar nas provas e nos trabalhos. Mas isto é mais por senso de dever do que qualquer outra coisa, já que na Psicologia da UFRGS, qualquer macaco bem treinado tira A. Eu mesmo não acreditava nessa afirmação há alguns meses atrás, mas um exemplo me mostrou que tem o seu fundo de verdade. Em um trabalho para uma certa disciplina, tinhamos que escrever artigos para uma página da internet, patrocinada por um certo departamento. Não gostava muito da disciplina, mas fiz meu trabalho como deveria. Na semana final de aulas, nosso colega que estava organizando o site falou que um de nossos colegas havia simplesmente copiado todo seu trabalho da Wikipedia, e não tinha nem ao menos se dado o trabalho de excluir os hiperlinks. Ao falar deste pequeno detalhe para a professora, teve como resposta "Ai, nem me fala quem é, para eu não ter que descontar nota".
Também se diz que nas Universidades Federais, os estudantes são mais esforçados e interessados, pois o vestibular extremamente concorrido seleciona os melhores. Aqui, não posso negar que eu e meus colegas somos excelentes no que fazemos. Existem exceções, mas acho que são irrelevantes para o argumento que desenvolvo. Lembra, na época de colégio, de Primeiro ou Segundo Grau, de quando tanto você quanto todos os seus colegas estavam completamente de saco cheio por causa de um professor ou atitude da diretoria? Provavelmente você passou por algumas situações deste tipo. Pois bem, lembra que você ou outro colega seu se decidiram a mudar a situação, e contavam com a ajuda dos outros para tanto? Se você já fez algo assim, deve lembrar até hoje do resultado como sendo nulo, pois na hora da verdade, os teus colegas, os chamados "revolucionários de corredor" (só tem atitude no corredor. Na sala com o professor são uns santos) te deixaram e nada mudou, exceto que você ficou com má fama entre os professores. Talvez tu tenha tido o apoio dos teus colegas, mas o mais provável é que tu tenha se fodido sozinho. Pois é. Estamos cheios de revolucionários de corredor na UFRGS. Não digo que estas pessoas sejam insinceras ou má intencionadas. Geralmente, realmente desejam mudar as coisas, mas não conseguem transformar seu desejo em ato. E ficam lá, resmungando sobre como as aulas são uma merda e como eles fariam melhor. Até o professor chegar.
Outro tópico interessante de ser analisado são as políticas estudantis. As palavras "Movimento Estudantil", "Liberdade", "Democracia", "Luta" e outras tão ou mais impactantes são repetidas como mantras para lá e para cá por vários líderes de movimentos, especialmente na época (anual) de eleição para o DCE. Não passa de fachada. Apenas na eleição que eu pude ver, vi as mesmas pessoas que falavam em democracia fecharem ou tentarem impugnar urnas que sabiam que iriam fazer uma votação pouco expressiva, e quando viam que alguém iria votar em outra chapa que não a sua, o chamavam de "fascista" ou "comunista" (talvez eu faça um post falando mais a respeito destas eleições). Sem falar nos cartazes espalhados por aí, com mais palavras de ordem e grudadas de tal maneira que só tocando fogo ou colando outro cartaz por cima pra tirar. A primeira opção é a mais divertida, mas a segunda é muito mais provável de acontecer. Na próxima eleição para o DCE.
Se você for um leitor atento, terá percebido que fui afunilando os assuntos abordados: primeiro as diferenças entre universidades públicas e particulares, a universidade pública e seus funcionários, os estudantes da universidade pública. Falta falar sobre o último, porém não menos importante nível desta escala: eu mesmo.
No começo, eu idealizava muito mais o fato de eu estudar na UFRGS. Em certas aulas, pensava "nossa, temos aula com alguém que pesquisa sobre o assunto, e não alguém que leu em um livro". Também achava que ter aulas com um monte de doutores, que além de darem aula para nós davam aula na pós-graduação era o máximo. Considerava os estudantes da UFRGS muito mais ativos politicamente do que os estudantes das particulares próximas. Este um ano na Universidade Federal do Rio Grande do Sul me tornou muito mais pragmático e cético. Talvez até cínico. Às vezes, alguns colegas meus vinham me dizer que queriam colaborar com o DAP (Diretório Acadêmico de Psicologia), ajudar na editoração do nosso jornalzinho, o Psiu!, entre outras coisas. No começo do ano, me empolgava com a idéia de ter mais alguém ajudando, mas quase sempre me frustrava com o fato de que a pessoa não cumpria o que havia prometido (muitas vezes, só eu ficava frustrado). Um caso bem ilustrativo disto foram as inscrições para as comissões do diretório. A comissão com o maior número de membros era a Comissão de Eventos. A que organiza as festas. Mas como o pessoal não sabia que "fazer festa =/= organizar festa", só um ou dois continuam participantes ativos. No começo do ano, isto me deixaria louco, indignado com a falta de comprometimento dos outros. Agora, quando fico sabendo de casos parecidos, apenas esboço um sorriso triste e digo "previsível". E vou fazer algo de útil.
Não deixei de ajudar e encorajar os colegas que querem trabalhar e fazer algo de bom para nossa comunidade, seja ela a comunidade acadêmica ou a cidade de Porto Alegre como um todo. Apenas sei que, por mais sincero que seja seu desejo de ser útil, é bem provável que ele não seja mais forte do que a inércia que os mantém parados.
Obra composta por Andarilho às 12/16/2007 07:42:00 p.m.
6 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Faculdades e afins
Oficialmente, hoje é meu penúltimo dia de aula. Extra-oficialmente, já tô cagando para as aulas. Faltam só dois trabalhos para entregar, e então, UFRGS só ano que vem.
Tinha esquecido como era boa esta época do ano. Faz um ano desde a última vez que tive férias em dezembro. Poder olhar para os papais nóeis escrotos abraçando criancinhas, as árvores de natal feitas com materiais catados do lixo (vide a árvore de natal feita com caixas de leite em Caxias), as lâmpadas coloridas piscando nas sacadas dos prédios, o sol quente de verão... como é bom olhar tudo isso e pensar "tô de férias".
Essas pré-férias já estão me influenciando. Terminei de ler um livro e recomecei a ler outro enquanto ia para o Campus do Vale (no ônibus errado, o que me fez gastar um vale-transporte por nada). Voltando ao Instituto, encontro um colega meu abastacendo a geladeira para a festa de hoje a noite com cerveja o suficiente para alegrar um batalhão. Não sei como conseguimos colocar tantas latinhas dentro daquela geladeira velha sem quebrar as prateleiras vagabundas e fechar a porta (que tem cerveja até no compartimento pra guardar ovo). Vou tirar uma foto e colocar aqui. É lindo.
Tenho uma última aula de Fisiologia hoje de tarde e depois, que venha (por e-mail) a prova. Sexta-feira, um último trabalho de Constituição do Sujeito Psíquico (sim, esse é o nome da disciplina), e fin. Se eu sobrevivi até aqui, eu sobrevivo até amanhã.
Obra composta por Andarilho às 12/13/2007 05:29:00 a.m.
0 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Faculdades e afins,
Vida Dura
Hoje tive a prova final da cadeira de Alemão Instrumental. Demorei pra cacete para terminar tudo, tanto que quando saí, não dava mais para chegar no Campus Saúde e almoçar no RU. Como já estava tudo cagado mesmo, decidi ir na PUCRS, para pegar o certificado de uma atividade de extensão que rolou por lá em setembro (não vou nem comentar a demora para os certificados ficarem prontos).
A PUCRS é um universo muito diferente da UFRGS. É um campus gigantesco, bem no meio de Porto Alegre, cheio de prédios chiques, gente muito bem vestida caminhando sobre um chão muito bem pavimentado com pedras quase brancas. Parece bobagem, mas a pavimentação do campus da PUCRS é o que mais me chama a atenção quando vou lá. Os campi da UFRGS são sempre cheios de grama ou cobertos com pedras bem velhas, escuras, ou paralelepípedos putaquepariumente tortos.
Enfim, a PUCRS deixa bem claro que é uma universidade particular, e que as mensalidades estão sendo bem utilizadas para manter o visual clean de sua sede. Mas não foi isso o que mais me chamou a atenção enquanto caminhava por lá.
Em vários pontos estratégicos do campus, havia um cartaz que era exatamente assim:
Obra composta por Andarilho às 12/12/2007 06:32:00 p.m.
0 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Faculdades e afins,
Merda,
Realidade Supera a Ficção
Faltam só duas questões para acabar com tudo... só duas...
São as mais cretinas de todas, mas tô na finaleira! Depois disso posso me preocupar com o resto dos trabalhos!
Obra composta por Andarilho às 12/07/2007 09:47:00 a.m.
8 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Faculdades e afins,
Vida Dura
Nenhuma afirmação que comece com "Primeiro a gente compra um Del Rey e..." pode prestar. O mesmo é válido para "a gente fala com uns agricultor..." (Duarte et al, 2007).
Obra composta por Andarilho às 12/03/2007 07:14:00 p.m.
1 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Coisas que aprendi na faculdade,
Faculdades e afins,
Merda
21:30. Chego em casa, depois de quase 8 horas seguidas de aula. Encerrou-se hoje uma cadeira, o que é sinônimo de "acabou-se um problema". Tenho agora mais 4 horas semanais disponíveis para fazer qualquer coisa. Olho meu cronograma, conto quantos trabalhos ainda tenho por fazer e para quando.
6 trabalhos:
1 é para amanhã;
1 é para até quinta-feira;
2 são para a próxima semana;
2 são para daqui à duas semanas;
Já decidi como serão usadas essas 4 horas semanais a mais.
Obra composta por Andarilho às 11/20/2007 03:45:00 p.m.
2 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Faculdades e afins
Preciso confessar: eu tenho outro blog. Não é o que você está pensando! Eu continuo leal ao Roqueiro & Alcoólatra, mas criei este meu outro blog por necessidade profissional. É o Blog do Psiu!
Criado com o intuito de disponibilizar para as futuras gerações as edições virtuais deste maravilhoso exemplo de jornalismo de guerrilha.
Obra composta por Andarilho às 10/25/2007 12:50:00 p.m.
1 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
As Indiadas do Andarilho,
Faculdades e afins,
Notícias
Desaprendi a comer devagar. Parece besteira, mas não é. Ao menos meu Gastroenterologista disse que se eu quisesse melhorar da minha úlcera, eu deveria, entre outras coisas, comer devagar. A merda é que intervalos de 1h ou 2h nem sempre são suficientes pra isso. Vejamos:
1-Almoço = 2h : Se contarmos deslocamento, lá se vai uns 15min (andando devagar) pra ida e pra volta. 30min já se foram. Aí você tem q entrar na fila, se servir e sentar-se (se for esperto e arranjar lugar pra sentar antes de se servir, senão decresça mais uns 5-10min). 10min básicos perdidos. Se antes do almoço, por divina inspiração, vc se lembrar de que tinha q fazer algum trabalho/estudar, vai querer reservar pelo menos 1h.
Sobrou: em torno de 20min, sendo mto esperançosa.
2-Intervalo = 1h40min : Beleza! Hora da janta. Nesse tempo, das 18h até 19:30, a UCS entope de gente de maneira quase mágica. Em questão de minutos o barzinho enche. Sem delongas, professores amam deixar xerox duma semana pra outra para a gnt pegar ou ainda aqueles trabalhinhos de uma folha que consomem certo tempo pra fazer. Pra mim, que trabalho o dia todo, isso é uma merda. Um dia coloco meus horários pra vcs.
Entre ser atendido, disputar à tapa um lugar pra sentar e comer em paz e depois fazer aquele trabalhinho que vai valer, talvez, a salvação do seu semestre...desconte 1h20min.
E quem estudou no CETEC (Centro Tecnológico Universidade de Caxias do Sul (que eu espero q não tenha mudado de nome de novo!)), sabe o q é ter que almoçar em 1h.
=*
Obra composta por Vane às 9/26/2007 08:47:00 a.m.
1 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Faculdades e afins,
Lady Hell
Preciso escrever alguma coisa. Qualquer coisa, mesmo que besta. Passei o dia de hoje inteiro debruçado sobre questões de metodologia de pesquisa em Psicologia, e por mais que eu ache o assunto interessante e importante para minha futura profissão, precisava dar um basta em todo trabalho e parar para descansar um pouco. Dei-me conta, de maneira muito brusca, que não comi nada substancial o dia inteiro, não escutei música, não fiz absolutamente nada além de estudar. E o engraçado é que só notei tudo isso após constatar que a qualidade do meu trabalho estava decaindo.
Fiquei surpreso com a minha determinação em terminar de responder todo o questionário da prova. Não muito tempo atrás daria prioridade máxima para qualquer coisa fora os estudos (como descongelar o freezer da geladeira, por exemplo). Mas hoje fui para o extremo oposto, e esqueci de comer. Sim, esqueci de satisfazer uma necessidade fisiológica básica! Que determinação doentia apossou-se de mim?
Decidi então fazer alguma coisa para comer, descançar, cair um pouco em estado de ócio criativo. Ficar algum tempo sem fazer nada objetivamente útil é muito importante para a saúde física e mental de qualquer um. Só depois de ter tomado essa decisão meu mundo parece mais leve. Fico até em dúvida sobre o que fazer: Ler um livro? Tenho vários na lista do "Por Ler". Olhar algum filme? Também tenho muitos desses aqui em casa. Decidi primeiro escrever alguma coisa para o blog, que precisava ser atualizado, afinal ficamos quase 4 dias sem atualizações até o Rainmaker se coçar e por alguma coisa.
Em todo caso, o post desta vez vai ser curtinho (algo raro para meus padrões). Só vou dar um conselho para quem estiver lendo isto: lembrem-se da Pirâmide de Maslow.
Agora, dá licença que eu tenho que descansar.
Obra composta por Andarilho às 9/22/2007 05:27:00 p.m.
2 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Faculdades e afins,
Sobre o Blog
Lembre-se sempre de comer. Não deixe a faculdade interferir em sua alimentação.
Obra composta por Andarilho às 9/22/2007 05:24:00 p.m.
0 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Andarilho,
Coisas que aprendi na faculdade,
Faculdades e afins
Me dei conta disso há pouco tempo. Nosso saudoso Andarilho costumava postar (e ainda posta) as coisas que ele aprende na faculdade. Eu quero postar o que andei desaprendendo na facul...e até q não foram poucas...
Vale lembrar que meu ambiente é UCS. O do Andarilho é UFRGS, ou seja, um mundo quase paralelo. Mas vamos lá!
A trivial:
"Desaprendi a verificar a pastinha de xerox dos professores. A UCS tem o ambiente UCSVirtual onde a maioria (que sabe usar um computador e não tem aversão à essa máquina) coloca as listas e apostilas tudo ali. Você acessa de casa, imprime e tá feito. Mas isso não reduz nossa característica de sermos burros-de-carga, onde sempre se leva mais papel inútil, quase sempre de uma aula só, do que coisas q vc vá usar, ao menos, um mês."
Obra composta por Vane às 9/17/2007 05:21:00 p.m.
3 reclamações para baixar o volume
Marcadores:
Faculdades e afins,
Lady Hell