segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Aloprando em Curitiba (Parte 4)

Dia III: Saindo do Armário
Parte I - Manhã

Mais um dia por Curitiba, mais uma manhã sem tomar banho... pois a caixa d'água ainda estava enchendo. A organização do evento dizia que ao meio-dia poderiamos tomar usar a água normalmente. Mas meio-dia era uma previsão otimista demais, e não demorou muito para mudarem o prazo para às 13 horas. Que depois deve ter sido mudado de novo para bem mais tarde, mas não fiquei muito tempo por lá para descobrir. Já tinha passado da hora do café da manhã no Cecília Meirelles, mas convenientemente o bar da escola onde estavamos alojados resolveu fazer "hora extra", vendendo pão com margarina, banana e café. Conveniente e prático. E o pão francês não era dormido como eu me acostumei a comer em Porto Alegre (já que é mais fácil comprar um pacote de pão de sanduíche e comer até ele mofar).

Como deve ter dado para perceber, acordei tarde, pelo menos tarde demais para as mesas-redondas e atividades da manhã. Não me preocupei muito com isso na hora. O banho diário era mais importante. Separei minhas roupas e minha toalha, e pedi para o meu colega Daniel , grande conhecedor das estátuas do Instituto de Artes da UFRGS, guardar na mochila pequena dele, para levar e tomar banho na sede mesmo.

Não me lembro muito bem dos detalhes desta parte do dia. Lembro que eu e o Daniel fomos a pé do Aljazira até o Cecília, e almoçamos no Alemão, pois já era quinta-feira, e não tinhamos comprado tickets de alimentação para o dia, coisa que deveriamos ter feito para o resto da semana. O boteco onde comemos tinha bifê livre por R$ 5,50, ou coisa assim, mas o dono era gente boa, e fez uma promoçãozinha, e por 7 pila ganhavamos um suquinho. Tá, foram só 50 centavos de desconto, mas ainda assim era mais dinheiro para gastar em alguma outra porcaria.

E não levou muito tempo até eu achar alguma coisa para gastar. Desesperado que estava para comer alguma coisa temperada decentemente, peguei macarrão ao alho e óleo. Uns chicletes eram obrigatórios naquela altura do campeonato.

Continua...

Coisas que aprendi na Faculdade (Parte 32)

A faculdade pode ter Data Show em todas as salas, mas isto não quer dizer que todos funcionem perfeitamente. Manutenção é coisa de frutinha.

domingo, 12 de agosto de 2007

Coisas que aprendi na Faculdade (Parte 31)

Dicas de Ouro para a UFRGS

1- Campus do Vale:
A) Não pise na grama do Campus do Vale. Os cachorros cagam nela. Muitos cachorros.

B) Não importa qual o seu curso, ou quantas vezes você vai para o Vale por semana, o Homem das Pastilhas vai te abordar com a famosa frase "Compra uma balinha pra ajudar o amigo?" ou "Tem um V.T.* pra ajudar o amigo?". Esteja preparado.

C) Se você sentir um cheiro forte de queimado em algum lugar mais isolado do Vale, não tenha dúvida: é maconha.

D) Quer almocar por R$ 1,30? Entre na fila cedo.

E) Prepare-se: o Vale é o lugar das revolucões estudantis. Semanais.

2- Campus Saúde:
A) Não tente atravessar o campus para chegar mais rápido do outro lado, a não ser que você esteja disposto a pular algumas muitas grades.

B) A Medicina reina no Saúde, e de modo geral, na saúde inteira também. Por isso, todos os prédios do campus terão, pelo menos, um andar inteiro dedicado exclusivamente à Medicina.

C) Use o seu cartão universitário pendurado como crachá, pra ficar com cara de "dotô".

D) Desconfie de quem usa crachá do Hospital de Clínicas. Ele provavelmente se tornará um médico.

E) Ao contrário do Campus do Vale, o Campus Saúde tem muitas alternativas para rango, pois há sempre um bar por faculdade. O melhor de todos, claro, é o da Medicina. O pior, claro, é o da Psicologia.

F) Idolatre Folha e Pretinha, os cachorros vira-latas do campus.

G) A FABICO** (Faculdade de Bilhar e Confraternizacão) oferece uma cadeira sui generis para todos estudantes da UFRGS: Sinuca em Condicões Adversas I, II, III e "Mais que 3 em números romanos".

H) Os administradores das faculdades deste campus são os mais cagados de toda a universidade. Portanto, tenha sempre sua carteirinha em mãos se quiser entrar em qualquer um dos prédios.

3- Campus Centro:
A) O lugar é velho. Brinque de "Indiana Jones e as Ruínas Gaudérias" enquanto você fica perdido ali dentro.

B) Tal como no Vale, o Centro é terreno fértil para agitacões estudantis.

4- Campus Olímpico (ESEF):
A) Fique gritando por "RU na ESEF JÁ!" sempre. Mesmo que o reitor já tenha se comprometido a construir um até o final do ano.

B) Aliás, fique gritando "RU na ESEF JÁ!" mesmo depois que o RU tiver sido construído.

5- Instituto de Artes:
A) Cuidado: o teto pode cair no seu cucuruto a qualquer momento.
B) Se quiser colar um cartaz em algum mural, você terá que preencher um formulário, mostrar a autorizacão da reitoria e acender uma vela para Santo Expedito. E torcer para que o funcionário que cola os cartazes não esteja de greve.
_________________________________

*V.T. - Vale Transporte. O Campus se chama "do Vale" por que você à falência sem as fichinhas rosas que te garantem meia passagem.

**Também conhecida por FABICOnha e FABICanha.

sábado, 11 de agosto de 2007

Aloprando em Curitiba (Parte 3)

Desculpa ai pra quem não tem tempo de ler todo esse catatau no trabalho (vulgo Michereff). Os próximos posts vão ser quebrados em várias partes. "Aloprando em Curitiba" vai ser a última série de indiadas minhas por aí, pois já me falaram várias vezes que os textos estão muito compridos, que eles tem que ser curtinhos. Certo, os próximos serão mais quebrados, mas vai a ser a primeira e última vez que faço isso.

Dia II: O Começo pra Valer

Depois da tempestade, vem a calmaria. Depois de toda festa, vem a porquice. Não precisem nem ao menos sair do saco de dormir para descobrir que o resto do alojamento estava uma imundície perfeita. Mas tive o prazer de ver a merda com meus próprios olhos, pois precisava tomar tirar água do joelho e tomar banho. Fui para o banheiro masculino. Olhei para o mictório, cheio de mijo até a boca, e pensei: já sou grande, posso segurar até achar um banheiro limpo. Tinha medo de transbordar no meu pé. Dei uma conferida nos chuveiros. O chão estava coberto com uma camada (que espero ser) de barro. Não queria arriscar pegar gonorréia ou coisa parecida pelos pés, e resolvi procurar outro lugar para tomar banho. Havia o infame banheiro unissex, no mesmo corredor de nossa sala. A pia de lá estava toda vomitada, mas era um lugar bem mais agradável para se tomar banho porque, afinal, era possível sair limpo de lá. Estava deveras preocupado com a minha pulseirinha amarela "Grita LUXO!!!", pois ela era de papel, e era a única coisa que me permitia entrar e sair do alojamento e dos eventos do encontro sem problema algum. E não dava para passar 5 dias sem banho só por causa da pulseirinha. Mas ela agüentou, até mais do que eu (FATO: as pulseirinhas só cairam do meu pulso dia 1 de agosto, depois de eu ter passado a faca nelas).

Uma ducha depois, já estava pronto para o começo oficial das atividades do encontro. Havia muitas modalidades de eventos. De manhã, ocorreriam apenas as mesas-redondas, que contavam com algum convidado (mais ou menos) ilustre, que faria uma breve palestra, e depois responderia à algumas perguntas. De tarde ocorreriam os GDV's - Grupos de Discussão e Vivência - onde ocorreriam debates sobre questões relativas à psicologia no Brasil, como reforma curricular, os NV's - Núcleos de Vivência - que seriam mais voltados para a prática de alguma atividade, seguida de um debate, e as oficinas, que seriam atividades mais lúdicas, como Tai Chi Chuan e Massoterapia. À noite, ocorreriam os ELO's - Espaços de Livre Organização - que eram organizados espontaneamente, por qualquer participante do encontro, para discutir qualquer assunto de interesse. Pessoalmente, considero os ELOs a parte mais legal do ENEP, por permitirem uma flexibilidade muito grande para os estudantes se articularem.


Chegando no Cecília, fui pegar meu café da manhã: maçã, suco de caixinha e um sanduíche. Basicamente, o que como em casa de manhã. Bom o bastante, mas restava saber se o almoço valeria o seu preço.

Para tristeza minha e do Daniel, Suely Rolnik não apareceu para sua mesa-redonda, por causa dos problemas que ocorriam no aeroporto de Congonhas. O jeito foi improvisar e procurar outra mesa-redonda que fosse tão interessante quanto a dela. Entrei na mesma que alguns colegas meus entraram, sobre o ensino de Psicologia no Brasil. Empolgante como corrida de lesma. Tanto eu quanto meus colegas aguentamos bravamente 5 minutos daquela conversa, antes de sair da sala e voltar a viver. Depois de 30 segundos para recuperar a atividade cerebral, fomos para outra mesa-redonda, muito mais interessante, onde um jornalista falava a respeito da Comuna de Oaxaca.

Lembro de ter feito também uma oficina de Tai Chi Chuan, mas não lembro muito bem o horário. Se não me engano, foi logo depois desta mesa-redonda. Foi bem divertido, mas acabou meio cedo. Deu tempo ainda de descobrir que os outros Urguenses estavam numa oficina de líquidos, onde eles brincavam de fazer suco com as combinações mais bizarras possíveis (como alface, laranja e tomate). Divertido.

Chegou a hora do almoço, e de ver se os 3,50 que gastem foram investidos de maneira adequada. Sinceramente, já comi coisa muito melhor por muito menos (viva o RU!). A bóia do dia era uma quentinha com bife (frio), massa (sem molho e sem sal), feijão com arroz e salada. Para variar, tinha esquecido os talheres no alojamento, e nem a pau que eu caminharia 20 minutos pra pegar um garfo (por que faca é algo desnecessário). Decidi comprar os talheres que estavam vendendo ali mesmo. Conveniente, não? Pelo menos era barato: a dobradinha "Garfo-Faca" era 50 centavos. Diziam que eram de qualidade, mas eram só uns pedaços de plástico mal cortado. Servia pra pegar a massa e o feijão.

Como as mesas estavam todas ocupadas, tivemos que comer no chão mesmo. Foi um momento Túnel do Tempo, e voltei a ser escoteiro por meia hora, comendo mal, sentado no chão de um lugar muito, mas muito longe de qualquer rastro de civilização. Mas este terno momento durou só até eu lembrar que também tinha deixado minha escova de dentes no alojamento. Sorte minha, estavamos do lado de um supermercado. Escolhi com muito carinho uma escova de qualidade, de cerdas macias, com cabo acolchoado... e que fosse barata o suficiente para jogar fora quando voltasse para Porto Alegre. Ou para o alojamento, dependendo do caso. Finalmente, depois de 5 minutos de procura, cai de amores por uma escova de R$ 1,10. Ela assegurou a minha higiene bucal, juntamente com o dentrifício emprestado de alguém.

Depois do almoço, começariam os GDVs. Já tinha pensado em participar de uns dois ou três. Mas quando fui ver, estavam todos, TODOS!, lotados. Esquizodrama? Lotado. Sexo, Drogas e Rock n' Roll? Idem. O Legado e Importância de Silvia Saint para a Psicologia? Infelizmente, esse GVD não chegou a existir, mas se tivesse, com certeza estaria lotado. Só me restava, então, achar um NV legal. Descobrimos um tal de Jogo das Cidades, que era como um War gigantesco, só que sem aqueles disquinhos de plástico. Nele, tinhamos que administrar os recursos naturais e tecnológicos de nosso país (o nome do jogo é enganoso, eu sei) para ganharmos mais dinheiro que os outros e ganhar. Os recursos naturais eram representados por folhas coloridas, e os tecnológicos eram materiais escolares, como réguas, compassos e lápis. Para "industrializarmos" nossos recursos precisávamos cortar determinadas formas trigonométricas, e depois vendê-las para o Banco Mundial (BM, ou Brigada Militar para os íntimos). Ficamos com a Bolívia. Nossa tecnologia consistia de um lápis com a ponta quebrada, mas tinhamos muitos recursos naturais.

E em tempo recorde também começou a trapaça no jogo. Um dos dois apontadores de lápis dos EUA (que tinha dois) sumiu, e ninguém sabia onde ele havia parado. Pouco tempo depois deste ocorrido, o governo cubano (ou era o iraquiano?) aparecia com uma proposta muito indecorosa de transferência de tecnologia. Eu, como Ministro de Porra Nenhuma, fui contra tamanho descalabro moral, dizendo que era um absurdo fazer tal... descalabro contra a... democracia, e coisa e tal! Acabamos fazendo uma troca muito bem sucedida com os EUA, conseguindo um esquadro e uma tesoura, em troca de alguns recursos naturais. Contando com a tecnologia da "gambiarra", apontamos o lápis com a tesoura e começamos a produção. Em tempo recorde, já tinhamos descoberto a melhor maneira de processar o material bruto, que vinha a ser a forma mais chata de todas, pois precisávamos cortar 40 triangulos pequenos de uma folha.

Foi interessante ver as negociações que rolaram (de forma legal e transparente). Cuba, Iraque, Inglaterra e EUA dialogaram de maneira cordial e fizeram trocas. A Bolívia se tornava uma potência econômica. Os EUA não atacavam ninguém e perdiam terreno para nós. Era surreal.

Mas, no fim, como só tinha psicólogo lá, e psicólogo é tudo fresco, todos os países do jogo entraram em acordo, e dividiram os recursos tecnológicos e naturais de forma justa, para que empatássemos. A professora que supervisionava o jogo ficou impressionada com isto, apesar de, na hora de avaliar a qualidade dos produtos, ela sacanear todo o mundo (bem, é literalmente). Depois que tinhamos entregue nossas mercadorias no BM, começamos a discutir sobre o que o jogo representa, e blahblahblah. Dormi (que constante!).

Saímos a tempo de pegar a janta, que era a mesma porcaria do almoço. Aproveitei o tempo livre antes de voltar para o alojamento e dei uma passada numa lan house ali por perto para checar os e-meios e agradar papai mandando umas notícias. Por causa dessas porcarias de grupos de e-mails, tinha 10 mensagens novas, número que, considerando meu zelo em manter a organização do meu Gmail, é bem alto. Mas estava certo de que o volume de porcarias que receberia seria pequeno, pois o pessoal com o dedo mais nervoso para mandar porcaria para estes grupos estava lá em Curitiba, e não teria tempo sequer de pensar em computadores.

De volta para o alojamento, senti-me tremendamente feliz por ter tomado banho de manhã, pois a caixa d'água estava fechada por causa do uso excessivo dos companheiros ali acantonados. Banho, só no outro dia. Como diria uma amiga minha: fudeu, fudeu, fudeu, fudeu. Mas é a vida, gente. A festa do dia (ou devo dizer "noite"?) seria no outro alojamento, no Maria-alguma-coisa, chamado apenas de Maria. Era o alojamento chique, que, ao contrário do Aljazera, tinha água e era limpo. Além de ter espaço, como fomos descobrir ao chegar lá.

Nós de Porto Alegre e redondezas não dispunhamos do nosso ônibus para fazer os translados entre alojamentos e eventos, o que nos deixava dependentes de caronas nos ônibus das outras delegações, e, por causa deles, de taxinhas de transporte. Cada viagem no ônibus dos outros era sempre 2 reais. Como qualquer táxi que pegássemos não cobraria menos que 20 reais para ir do Aljazera até o Maria, era uma barbada. Nós, e todos que iriam para a festa (praticamente todos no alojamento) ficamos esperando pelo ônibus de uma delegação do lado de fora do colégio. Enquanto ele não chegava, a gauchada não negou a raça e o bairrismo, e depois de termos cantado "Amigo Punk" pelo alojamento inteiro, puxamos as clássicas que pelo menos 75% da população gaúcha já teve que fazer uma apresentação dançante na escola com elas ao fundo: "Eu sou do Sul" e o insuperável "Canto Alegretense", além de outras menos conhecidas ou merecedoras de terem seu nome citado neste augusto blog. *ahem*

Ficou claro para nós que, se quiséssemos colocar todos que ali estavam dentro do ônibus para ir para a festa, teríamos que quebrar umas 4 ou 5 leis da física, sem falar nas leis do trânsito. Eramos a segunda leva para a festa, e como o motorista estava faturando uma bela grana por fora, tivemos que nos empilhar dentro daquela lata velha. Eu tive sorte, e consegui sentar espremido no último banco, junto com meu veterano Marcelo. Enquanto eu relembrava todas as indiadas veiculares semelhantes que havia me metido anteriormente, especialmente uma envolvendo uma fiorino cheia de tralhas e machos molhados (fato conhecido como a "Sauna Gay Móvel"), a gauchada mais para a frente continuava a puxar os hits mais-mais baladinhas de verão. Pena que não consegui ouvir, ou cantar junto.

Quando chegamos no Maria, fizeram um censo de quantas pessoas se espremeram juntas no ônibus. 121 pessoas. 121 pessoas de pé, esmagadas umas contra as outras, obrigadas a cheirarem o bódum alheio. Tudo por uma festa. Quando chegamos a festa estava bombando, mas 5 minutos depois, a Polícia Militar atacou e desligou o som. Mas que bom, hein, Andarilho! Festa sem música!

Tudo bem. Por uns 15 minutos ficar dançando ao som de músicas foi divertido o suficiente, pois não estava sozinho, mas depois encheu o saco. Fiquei tão de saco cheio que me dispus a ir numa reunião (REUNIÃO NO MEIO DE UMA FESTA!) onde uma baiana ficou reclamando sobre um PM ter feito baculejo em duas meninas. A primeira coisa que eu pensei que "baculejo" significasse era surra seguida de estupro seguido de outra surra, mas depois que perguntaram que merda era um baculejo, ela explicou. Nada de mais, é revista íntima. Só que o PM mandou as gurias levantarem as blusas, passou a mão, e a delegação baiana queria que a organização do evento tomasse providências à respeito. Os caras da organização que tinham quase ido pra cadeia por causa do som alto da festa teriam muito poder e influência sobre a Polícia Militar do Paraná. O-ho-ho. Eu tava realmente cagado pra ir numa reunião destas bem no meio de uma festa. Chata pra caralho, mas festa igual.

Depois que meu estoque de paciência tinha se esgotado por completo, sai daquela reunião. Era hora de ir dormir. O pessoal estava me procurando desesperadamente, pois precisavam de mais uma pessoa para rachar o táxi. Foi providencial.

Depois de perdermos um táxi por descuido nosso (e por causa de um motorista filho da puta), fomos, nós 5, de volta para o alojamento. Para variar, fiquei no meio do assento traseiro. Justamente eu. Bem, era mais confortável do que o ônibus. O taxista estava meio perdido naquele bairro, por que, bem, o bairro onde nosso alojamento estava era um lugar perdido no mapa, e tivemos que dar as direções. Nada de mais. A corrida foi 15 pila.

Bem, até dá para falar um pouco mais da enrolação antes de dormir, mas tirando a minha odisséia atrás de água para escovar os dentes, nada de muito interessante aconteceu.

Até a próxima gente! Beijomeliga!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

AnimAção!! (Parte 1)

Série de animações em flash!

A de hoje dispensa explicações.
Apenas veja e espere o final, que é simplemente... bombástico. Requer um pouco de paciência mas... vale a pena. Clique no link.

Badger Badger Badger

Comente!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Videosos Bacanosos (parte 5)

Tive que postar.
O Garfield real.
Gato True.



"Agora não, John... estou vendo TV"

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Camisetas criativas...

Taí uma boa camiseta pra ser usada por gêmeos. Um par deles usa, nos Estados Unidos.



\o/

domingo, 5 de agosto de 2007

Harptallica

Apocalyptica já é conhecida por tocar musicas do Metallica com violoncelos. A novidade agora é Harptallica. Duas mulheres tocando Metallica com harpas.

Harptallica tocando The Unforgiven:




E pra quem não conhece Apocalyptca, tá aí eles tocandoEnter Sand Man:




Finalmente honrei o nome do blog e postei algo a ver com rock XD

Pexos e apraços.

Responde essa! (parte 1)

Uma das coisas que existem ha muito tempo e surigiram na internet junto com ela são quizzes. Formulários cheios de perguntas sobre um determinado assunto, pra saber quão conhecedor você é de determinado assunto, ou testes de personalidade. Nessa série, postarei quizzes que achar pela internet. Isso é fácil, ela está lotado deles.

Começo postando um site com vários quizzes. Alguns são bem curiosos, como o que calcula o quanto valeria seu cadáver ou também as chances que você tem de sobreviver a uma atque de zumbis.
O primeiro que fiz foi pra descobrir quão geek você é.
O legal dos quizzes é que eles disponibilizam figuras com seus resultados pra você... postar no seu blog, por exemplo, tipo esse:



Eu sou 66% geek, e você?

O site é em inglês, vale a pena pra quem entende.

Pexos e apraços.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Guitar Hero

Outro dia estava eu jogando Frets On Fire, que é um jogo no estilo Guitar Hero para PC.
Configura-se os F1, F2, F3, F4 e F5, segura o teclado como uma guita (se preferir) e diverte-se jogando. Até que eu não fui tão mal, depois de umas 2 horas jogando, consegui completar uma música a 96% de precisão. Sim, era relativamente fácil, mas pra mim era ruim porque nunca tive experiência nenhuma com instrumentos de corda. Enfim, esse papo furado foi só pra dar introdução à um outro assunto.
Você acha que joga mal o Guitar Hero? Então não se sinta mal, um descoordenado(a) ou incapacitado(a). Slash também é ruim nesse jogo!!! Não acredita? Palavras dele:

“I’m not great at it,” the Guitar Hero III star admitted. “And a lot of that has to do with the fact that it’s hard for me to get rid of thirty years — whatever it is — twenty-some-odd years of playing in a certain way and then all of the sudden become accustomed to pressing some buttons and stuff. I have these little things that I’m so used to doing that when I’m playing Guitar Hero it sort of screws me up.”

Concordo com ele. Adaptar habilidades de instrumentos de corda, como a posição da mão para as notas e tudo, para botões é difícil. Mas não consigo imaginar ele não conseguindo tocar Sweet Child O' Mine nesse joguinho. Estranho, não é?

Onde eu achei isso tudo? Aqui!

Rides (Parte 3)

Carro de 'De Volta Para o Futuro' pode voltar às ruas

\o/\o/\o/\o/\o/

Vocês lembram desse filme, não é? Se não lembrarem (o que eu acho impossível, tanto quanto não saber o que é Star Wars), cliquem AQUI!

Este carro é simplesmente uma belezinha retrô. Seu nome original é De Lorean DMC-12, feito de aço inoxidável (=D) e com portas no estilo 'asa de gaivota' (Saca? Aquelas que abrem pra cima, como asas!). Sim, custa uma fortuna. Mas imagina ter um carro desses na garagem? Ah, perfeito pra parzinhos porque só cabem duas pessoas.

No filme, ele era assim:

Cheio de modificações...a mais legal é que ele podia voltar no tempo! xD
Normalmente é assim, de fábrica:


Quem quiser se divertir fazendo sua versão de papel, pode clicar AQUII!!, imprimir, recortar e montar o seu.

Depois me contem como ficou, se é que pretendem fazer isso, hehehe.
=***

terça-feira, 24 de julho de 2007

Aloprando em Curitiba (Parte 2)

Dia I: A Viagem (de ônibus) de Ida

ENEP: Encontro Nacional dos Estudantes de Psicologia. Muito ouvi os bisavóteranos (veteranos dos veteranos dos nossos veteranos) falarem desse encontro. Tanto ouvi que decidi ir também.

O encontro originalmente duraria 7 dias, comeriamos no RU e ficariamos alojados em salas da Universidade Federal do Paraná, a UFPR, universidade que não tem uma pronúncia tão divertida quanto o URGS da UFRGS , mas é bem bacana também. Eu disse que "originalmente" seriam 7 dias, certo? Pois bem, não foi sem motivo, pois por causa da greve dos funcionários da universidade e pela falta de planejamento dos psicos da UFPR (que apoiam a greve), perdemos o rango e teríamos que ficar alojados em algum outro lugar em Curitiba. Para coroar tudo isso, o encontro acabou encurtando para 5 dias. Apesar dos pesares, ninguém desistiu por causa disso (já por outros motivos... bem, não vale a pena comentar).

O credenciamento no evento seria terça-feira de manhã, e como a viagem até lá dura mais ou menos 12 horas, sairíamos de Porto Alegre, da frente do nosso amado Instituto de Psicologia, na segunda-feira de noite, para chegar lá pelas 8 da manhã. No nosso ônibus, além do pessoal da UFRGS, iriam 3 pessoas da PUCRS, 2 da Unisinos e uma guerreira da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Viagem de ônibus de ida é sempre uma farra. Ninguém dorme: todo mundo fica cantando, gritando ou falando merda quase que o tempo inteiro. Sem falar que compraram 3 garrafões de vinho para a ida. Não preciso dizer que os buracos da estrada e o porre da gurizada contribuíram para que as poltronas fossem tingidas de roxo. Fiquei bastante tempo conversando também, mas como ninguém é de ferro, dormi também. Incrível como ouvir música, qualquer uma, qualquer tipo, tem um efeito sonífero nessas horas. Eu não queria dormir, mas acabava de qualquer jeito, só para acordar meia hora mais tarde e ver que já tinham se passado 20 faixas. O único acontecimento digno de nota, além do fato que eu não me manchei de vinho barato (lembrem-se crianças, quanto mais vagabundo o vinho mais fodida é a mancha na camisa do bebum), foi nossa parada para lanchar em Torres. O paradouro estava cheio de uruguaios, e era um espetáculo interessante ver meu colega Gabriel xingando o futebol deles em um portunhol pra lá de gaiato.

Chegamos um pouco antes do que o previsto em Curitiba, e descobrimos onde os eventos ocorreriam. Era num colégio municipal na periferia da cidade, o Cecília Meirelles. Entrei na fila (por que não podia faltar uma fila num evento desses) e fiquei conversando com uma guria da Universidade Federal de Goiás, que não vi mais depois disso. No cadastro, colocaram uma pulseirinha amarela no meu pulso, para identificação e permitir que eu entrasse nos alojamentos e festas sem muitas complicações. Estava escrito na pulseirinha o de praxe "ENEP Curitiba PR". OK, normal. O que me preocupou foi que vinha escrito depois "grita LUXO!!!". A primeira coisa que pensei foi "Isso deve ser o que a gente deve gritar quando ver nosso alojamento". Dito e feito. Ficamos no colégio Algacyr Maeder, o mais ginete de todos. Tão ginete que ficou conhecido com "Aljazira" (eu sei, a Al Jazeera é a TV, e a Al Quaeda é a rede terrorista, mas para fins humorísticos dá tudo na mesma). Lá, quem mandou foi Murphy e sua lei, pois tudo que poderia ter dado errado deu errado, e da pior forma possível.

A primeira coisa que deu errado foi a comida. A organização do evento tinha feito uma parceria com um restaurante que mandaria quentinhas para a sede dos eventos, e para que pudessemos nos deliciar com suas iguarias, tinhamos que comprar tickets de café da manhã, almoço e janta. Tudo à preço de custo. Como nos falaram que não havia nenhum restaurante, bar, bodega ou buraco pra gente comer torrada (misto quente, perdão), nos obrigamos a comprar os tais tickets, para quarta, sexta e sábado (um churrascão tinha sido programado para quinta-feira). Lograr o pessoal da organização era uma barbada. Aliás, não era necessário nem se esforçar, por que todo mundo da excursão de Porto Alegre que comprou os benditos tickets ganhou vááários a mais. Devolvemos o que não pagamos, claro, mas já ali dava pra prever que a coisa não daria certo.


Fomos para o alojamento. Pegamos uma sala de aula que, apesar de meio isolada, era bem confortável, pelo menos para nossos padrões chinelões. O problema é que ela estava cheia de cadeiras e mesas, que comiam metade do nosso espaço útil. Como aparecia gente de tudo que era lugar para dormir ali no Algacyr, precisavamos fabricar espaço. Empilhamos as porcarias no corredor. Ficou uma obra de arte, digna de Picasso, tão linda que me obriguei a tirar uma foto daquela montanha de pau e ferro. Agora, fico pensando nos funcionários daquela escola, que vão ter que desempilhar e colocar tudo no lugar. Fico com pena. Mas na hora eu só me preocupava como e onde eu dormiria. Dessa vez não fui tapado como no último encontro que fui (levei uma coberta. E só), e trazia comigo meu saco de dormir, o isolante térmico e um colchonete pra não ficar no chão duro. Também tinha uma barraca iglu, mas o espaço era pouco e não precisava montar nada.

Depois que estava tudo organizado (amontoado na sala), começamos a sonhar com comida. E para variar, tinha um restaurante ali perto, o Tempero Verde. Bifê livre, com direito a uma carne e suco liberado, tudo por 5 pila. Pensando logicamente, se havia um restaurante barato assim por perto, com certeza encontrariamos outros, o que significa que não precisavamos ter comprado tantos tickets com a organização do evento. Se não foi traição, foi burrada da organização, que nem ao menos se dignou em procurar lugares próximos para rangar. Posso dizer que os estabelecimentos próximos do evento num raio de 2 km teve muito lucro com a gente, especialmente se vendessem cerveja.

Para ir de um alojamento ao outro, não podiamos contar com nosso ônibus, pois o translado não estava incluído no pacote: era pegar busão de linha ou ir a pé até o Aljazira. Como eu não nego a minha criação na Gringolândia, sempre que possível ia de expresso canelinha, mas a primeira vez que me desloquei do alojamento até a sede me dispus a pagar R$ 1,90 de passagem. Aproveitando para conhecer o local também, comprei uma latinha de Nestea de tangerina, sabor que nunca vi, nem em Caxias, nem em Porto Alegre.

Ocorreria à noite uma plenária inicial, que determinaria algumas regras, como o regimento interno de todas as plenárias que ocorreriam durante o encontro, e, a parte mais importante, quantos eventos os participantes teriam que participar para terem direito de votar nas plenárias e ganhar o certificado de participação. Depois desta plenária, ocorreria a mesa-redonda inaugural, e, pra finalizar, um luau no Algacyr. A bebida era por conta de cada um, inclusive os "litros de sensualidade" (teve gente que realmente esbanjou os seus litros, mas isso não vem ao caso no momento). Um pouco antes de entrarmos para a tal plenária, descobrimos que a naba dos tickets era ainda maior do que poderíamos imaginar. Como eles eram feitos de forma bem... digamos, artesanal (xerocado e cortado com tesoura), era muito fácil fazer algumas versões piratas. E um grupo de malandros fez isso, e tirou xerox de várias páginas de tickets. O único anteparo de segurança que os caras da UFPR tinham pensado, um carimbo atrás de cada ticket, se provou inútil, pois pegaram o carimbo emprestado. Então, como forma de conter o prejuízo, (des)organizaram uma lista com os nomes de quem havia pago suas refeições. Claro, isso não impediria os falsificadores de aparecerem com a maior cara-de-pau do mundo e colocarem seus nomes na lista, mas pelo menos o problema de pirataria estava resolvido.

A plenária foi uma gigantesca piada. Só consigo achar graça daquele negócio mal ajambrado. Qualquer um poderia entrar a qualquer hora e votar, mesmo sem ter ouvido todas as propostas na íntegra, ou mesmo sem ter ouvido porra nenhuma. Por causa disso, aprovaram, por contraste visual, que não era necessário participar de nenhum evento do encontro para ganhar o certificado. Como alguém disse de arreganho depois, era ganhar um certificado de 50 horas de festa. Levando-se em conta que, nos currículos mais recentes dos cursos de graduação em Psicologia do Brasil, atividades extracurriculares como congressos, encontros e cursos valem como créditos complementares, foi um baita presente para os vagabundos de plantão. Outra parte engraçada foram as gurias que sentaram atrás de nós na tenda onde a plenária estava ocorrendo. O jeito como elas falavam ("Democracia demais sempre dá em merda, meu querido!"), se vestiam e gesticulavam simplesmente gritavam "PATRICINHA NO PEDAÇO!" O Marcelo, meu veterano, me cutucou e falou "Aposta quanto que elas são de uma particular?". Bem, elas eram da Universidade Federal de Santa Maria. Foi um belo chute, em todo caso. Lá pelas 7 horas, foi posto em votação se a plenária deveria ser interrompida para a janta ou se deveriamos seguir adiante com ela. Transcrevo, da maneira mais exata possível, a votação:

Mesa - Quem é a favor de que a plenária seja interrompida por 30 minutos para janta
*Poucos levantam o braço*
Mesa - Quem é a favor de que a plenária siga sem interrupções?
*Grande maioria levanta o braço*
Mesa - A plenária seguirá sem interrupções. Porém, a mesa está com dificuldades técnicas e pede um intervalo de 30 minutos para resolvê-los.

Quem precisa de humoristas com gente assim por perto? Fomos jantar mesmo, e como a organização não nos garantia alimentação no primeiro dia, tinhamos que nos virar na janta também. Descobrimos outro barzinho, perto do Cecília Meirelles (a sede, lembram?), o Alecrim, mas conhecido como Bar do Alemão. O xis dele é bem gostoso, e vale os três reais investidos, apesar do tamanho diminuto para os padrões caxienses. Aprovei o suco que ele faz lá também.

Depois do final da plenária, ocorreu, com atraso, a mesa-redonda de abertura. Para variar, cheguei atrasado. Mas não faz muita diferença, por que não lembro de quase nada do que o convidado falou. Só lembro que ele a-d-o-r-a Michel Foucalt. Não é uma grife de roupas, mas um escritor francês. No fim das contas dá no mesmo.

A plenária terminou meio que aos pontapés, já que a escola tinha que fechar às 22:30. Antes de sairmos em direção ao Algacyr para chegar a tempo no luau, demos uma espiada nos eventos do dia seguinte, e, para nossa felicidade, descobrimos que nossa heroína maior, Suely Rolnik, iria participar de uma mesa-redonda. Foi uma hemorragia de prazer descobrir isso.

Fomos a pé mesmo. Junto com nós da UFRGS, havia todo um pessoal de outras universidades que iria para o luau. Eles foram direto para o alojamento, enquanto nós ficamos dando voltas pelo bairro, procurando botecos abertos e clamando "Cerveja! Cerveja! Cerveja!". Encontramos uma padaria aberta. Aproveitei e comprei uma torta e um suco. De lá, fomos para um outro bareco, que vendia vinho e cerveja. Lá, ficamos assistindo os vídeos do acidente da TAM, que havia recém acontecido.

Demoramos bastante para chegarmos no alojamento. Não que estivessemos perdidos (perdido em fico em Porto Alegre sozinho, não em Curitiba junto de uma galera), mas iamos parando de bar em bar, procurando por bebida. Cheganno no Aljazira, já dava para ver que o luau estava foda. Não tinhamos dado 10 passos dentro da escola e já tinha um japa chamando o hugo no gramadinho, e logo atrás dele, um bando de marmanjos gritando "Eu quero passar mal!". Devem ter enchido a cara com Keep Cooler e Smirnoff Ice as moças, mas enfim! Fomos para nosso quarto, onde uma animada roda de violão acontecia. Eu estava meio cansado, e queria me deitar. O Chico perguntou se eu não queria me deitar no colchão dele, pois ele iria dar uma saída. O Chico é um cara injustiçado: dizem que ele é chato, mas no fim ele é um paizão. Bem, eu tinha meu próprio colchonete, recusei e agradeci. Pois é, este foi um dos meus atos que mais influenciou o rumo das coisas.

Lembram que eu falei que algumas pessoas esbanjaram seus litros de sensualidade? Pois é, alguns minutos depois do Chico ter saído, um casal indistindo, na maior agarração, aparece na sala, e se joga em uma cama localizada no canto. É gente, era a cama do Chico. Todos ficaram olhando aquela cena, sem entender muito além de que era uma baita putaria. De repente, alguém puxa uma musiquinha "Chico, cadê você? Estão transando, na sua cama". Foi o delírio da torcida. Cada vez aparecia mais gente para cantar junto, até que o Chico, invocado, aparece e arranca as cobertas que cobriam os pombinhos (bêbados, por sinal). Fico pensando agora: se eu tivesse me deitado na cama do Chico, teriam transado na minha cama? Ou em cima de mim mesmo? Nunca saberemos, e isso é muito bom.

Ainda essa semana posto o Dia II, mas acho que vai demorar mais do que este post pra sair (a memória não colabora).

Sou...Mutante?

Este site está dando prêmios para quem consegue fazer coisas absurdas ou no mínimo hilárias. Grava-se vídeo, bate-se foto ou escreve-se texto, envia-se e espera-se a votação. Os três mais votados (com acompanhante) visitarão o Centro de Teledramaturgia da Record (RECNOV) e ganham as passagens pro Rio de Janeiro. Só espero que não sejam pela TAM.

Lula evita visitas ao Sul

Com medo de represálias em relação à crise aérea e também por ter sido vaiado na abertura dos jogos do Pan, Lula decide deixar Sul e Sudeste do país para depois. A agenda de visitas para Santa Catarina e Rio Grande do Sul era pra semana passada, mas ele decidiu cancelar. E de quebra, começar pelo Nordeste onde ele tem uma maior popularidade e aceitação do seu governo.

"Nas avaliações políticas discutidas nos gabinetes palacianos nos últimos dias, Porto Alegre é visto como campo minado para o petista. Foi de lá que partiu o vôo 3054 da TAM, duas horas antes de se chocar com o prédio da mesma companhia, em São Paulo, na última terça-feira.

Nos bastidores, no entanto, o governo não esconde a avaliação de que o Sul e o Sudeste são territórios cada vez mais hostis. Pesquisas apontam altos níveis de desaprovação ao presidente em São Paulo, sobretudo em relação à condução da crise área e da atuação do governo nos dias posteriores ao acidente em Congonhas. Lula não colocou os pés na capital paulista, gesto que ainda lhe rende muitas críticas."


Nem vou comentar porque ele está começando por lá. Só digo que tem a ver com a baixíssima taxa de alfabetização do povo e com a inerente pobreza da região. Quem discorda? Não creio que muitos discordem disso.

Está fazendo falta um presidente aqui no Brasil. Não venham me dizer que já temos, não chamo Lula de 'presidente', pois não mostra bravura para enfrentar a desaprovação de seu governo ou ainda tentar jogar menos merda no ventilador. E nem solidariedade com os parentes das vítimas do acidente da TAM, que no mínimo mereciam um discurso, por mais demagogo que fosse, pois assim estaria demonstrando que o nosso líder não está se acovardando diante de um problema que se arrasta há mais de 10 meses. Será mesmo que era necessário um acidente com em torno de 200 mortos pra ampliarem, ou ainda, construir um aeroporto internacional MUITO mais decente e maior do que aquele?
Palmas ao jeitinho brasileiro. É nisso que dá.

Como diria o gaúcho, conosco é bala no bucho e o buraco é mais embaixo.

Onde eu li? Aquii!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Aloprando em Curitiba (Parte 1)

Pessoal, voltei ontem de Curitiba, onde estava acontecendo o XX ENEP - Encontro Nacional dos Estudantes de Psicologia. Foi uma semana como a do vestibular: cheia de pretextos sérios para fazer festa. Por isso, e por não postar com a freqüencia que costumava (ou desejava), escreverei uma nova série de posts sobre minhas aloprações na capital paranaense ao longo dessa semana.

Aguardem
Beijomeliga

sexta-feira, 20 de julho de 2007

"O Chapolin Colorado" vai virar longa animado


\o/\o/\o/\o/\o/\o/

ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!

Palma, palma, não priemos cânico...8D

Tá, não vai ter a mesma magia porque vai ser desenho animado, mas...aah, é Chapoliiin...e eu vou ceeeerto, assim que sair no cinema, porque, certamente vai sair nos nossos também. É simplesmente um ícone da infância dos anos 80/90, se deixarem de lado, vai haver revolta! ò__ó
Não deixaremos que se aproveitem de nossa nobreza, senão os fulminaremos à golpes de Marreta Biônica! \o/

"Por enquanto, as imagens e o roteiro do filme estão sob cláusula de sigilo, mas o filho do "Chaves" adiantou que se trata de "uma história que recupera a essência do Chapolin Colorado como herói e ícone mexicano, assim como a dos personagens que rodeiam sua existência"."

E sigam me os bons...o/

A notícia? Aquii!!
Não contavam com a minha astúcia...8D

Inseto-robô faz seu primeiro vôo

Quer ler na íntegra? Clique AQUII!!!

"Os movimentos do robô imitam um vôo real e os pesquisadores acreditam que um dia ele poderia servir para detectar produtos químicos tóxicos."


E isso me faz pensar que...num futuro talvez não muito distante, deveremos tomar cuidado ao sair matando moscas. Imagina você dar uma 'pazada' num projeto de alguns milhares de dólares? Sair alegre e feliz porque matou o 'inseto maldito' e olhar que tudo o que se soltou do 'animal' foram alguns circuitos...deve ser decepcionante...
Imaginei, agora, uma versão 'inseto robótico' do R2D2. Imagine você correndo atrás do inseto com o chinelo na mão, ou simplesmente atirando uma almofada, e ele saindo voando e gritando "IAAAAAAUUUUUU"...
8D

Viajei, viajei...

xD

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Rides (Parte 2)

Sessão nostalgia nessa série, assim, logo de cara. =D
Quem nunca brincou de Lego na sua infância? Eu brinquei bastante com os dos meus amigos porque naquela época custava caro, e logo, eu não tinha.
Enfim, o que isso tem a ver com carros? Pois lhes digo que a Lego lançou dentro da sua linha de carrinhos "Lego Racers" a Ferrari F430 Challenge totalmente montável, desmontável e customizável.



Tem também o pit stop da Ferrari, com nomes dos pilotos e as baratinhas, tudo pronto pra fazer qualquer criança ou 'criança-grande' se divertir por muitas horas. Colecionadores também poderão ter mais este brinquedinho na sua estante. 8D



Os preços da linha variam de R$ 99,90 a R$ 469,90. Meio salgado, ainda, mas uma de verdade tá valendo algo como R$ 1,35 milhão. xD

Ah, não sei a avó de vocês, mas a mãe da minha mãe (portanto avó materna) costumava fazer blusões de tricô pra mim. Sim, daqueles beeeem coloridos que era pra aproveitar toooda a lã. Aí, perambulando pela internet, achei a Ferrari de tricô...19km de lã, demorou 10 meses pra ficar pronta, com ajuda de familiares e amigos. Obra de Lauren Porter, estudante de Arte na Bath Spa University (que nome bizarro...). Me pergunto se é mesmo fofinha. (A Ferrari, óbvio)


Porque essas bizarrices a gente só acha na internet...xD

Eeenjoy!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Pedro Osório 2016

O Brasil (mais especificamente, o Rio de Janeiro) está sediando os jogos panamericanos 2007. Diz Galvão Bueno (o que não significa lá muita coisa) que o Brasil quase certamente sediará a Copa do Mundo de Futebol em 2014.

Mas por que não ter Jogos Olímpicos occorrendo no Rio Grande do Sul?
Esse e-mail que recebi dá boas propostas ^^

"Pedro Osório 2016 - Cidade Candidata

Kledir Ramil


Só porque vai sediar o Pan, o Rio quer também organizar os Jogos Olímpicos de 2016. Não sei quem toma essas decisões, mas gostaria de apresentar uma proposta: a candidatura da cidade de Pedro Osório. Nada mais justo do que homenagear esse município que traz na sua origem o nome de Vila Olimpo. É uma cidade predestinada.

Nós, os gaúchos, somos o povo mais preparado para sediar os jogos, se levarmos em conta alguns fatores. Por exemplo, a tocha olímpica. Ninguém sabe fazer um fogo como nós. Qualquer índio velho junta umas achas de lenhas, acende um fósforo e pronto. E aí, aproveita o braseiro, enfia um naco de picanha gorda no espeto... Não há dúvida,
seria uma olimpíada inesquecível.

É claro, teríamos que fazer algumas adaptações. As modalidades de esportes precisariam incorporar jogos com características mais regionais, como a Bocha, o Truco e o Jogo do Osso. O espírito olímpico do Barão de Coubertain - "o importante é competir" - teria que ser alterado para alguma coisa do tipo "não te fresqueia, bagual".

O Boxe poderia ser substituído pela Briga de Baile, mais emocionante. Só termina quando alguém abre a cabeça do outro com uma garrafa de cerveja. Nas artes marciais temos a Queda de Braço e a Guerra de Bosta. Tênis de Mesa, o tal do Ping-Pong, pra nós é jogo de criança.
Já que tem diversão pra gurizada, podiam incluir também Bolinha de Gude, Pandorga e Bodoque com Caroço de Cinamomo. Arco e Flecha é barbada, é coisa de índio. A gente mexe com isso desde o tempo dos guaranis. E esse negócio de Ciclismo é passeio de bici. Vamos botar as mulheres pra disputar com eles. Agora, aquela corrida esquisita em que os homens ficam se requebrando com passos de mulherzinha, está proibida.

Natação terá Nado de Costa com Poncho em Açude, esporte para poucos.

Hipismo vamos manter, o que não falta é cavalo pra Cancha Reta. Tiro ao alvo também, mirando uns maçanicos do banhado. A Esgrima vai usar adagas de verdade e não aqueles arames fininhos, sem graça. E se tocarem uma rancheira, melhor, a coisa vira Dança dos Facões.

Futebol será o de Campanha - com bota e espora - para se adaptar às condições do estádio, que durante a semana funciona como pastagem para o gado. A Ginástica Olímpica será substituída, com vantagens, por Chula e Chimarrita. E vamos promover alguns esportes até então considerados menores, como Cuspe em Distância, Peteleco e
Halterocopismo.

Tudo isso sem falar da festa de abertura: som de 300 bombos legüeros, apresentação de Gisele Bündchen... E por aí vai. Vamos amadurecer a idéia. Não quero cantar vitória antes do tempo."


E aqui não tem risco das delegações virarem reféns de traficantes...

segunda-feira, 16 de julho de 2007

O Tio dos Burros

Eu já vi gente lero dicionário como passatempo e achei absurdamente estranho, mas se fosse esse eu não julgaria.

Dicionário inFormal

É um dicionário online personalizado. Qualquer um pode mandar palavras e significados. A palavra passa por uma avaliação, e se passar, pode ser lida por qualquer um. Eu a pouco mandei a definição do verbo "mangar", logo deve estar on line.

Há um lista das palavras mais procuradas do dia. Hoje a lista é encabeçada (com trocadilho) por "siririca" e "buceta". Considerando que as definições podem contar imagem, imaginem como dá pra se divertir na página.

O Tio dos Burros, irmão do Pai dos burros... ã, ã, pegaram?

¬¬ Por escrito nao fica tão tri...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

A realidade supera a ficção (Parte 19)

Esse comentário merece um post:

Paulo (Paulete) disse...
Oi gente, isso nào é naaaaaaaada. Eu sou gay, transsexual, cortei fora, e consegui engravidar meu namorado. Issso é miiiiiiiiilagre. Esse cara não passa de uma ameba.


Esse cara ganha do Profeta do post anterior. Pelo menos em cara de pau.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Da série "A realidade supera a ficção" (Parte 18)














Esse cara é Chuck Norris. Convenhamos, engravidar uma mulher sem útero, não uma, mas DUAS vezes, é coisa que só o Mestre conseguiria.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Heaven and Hell

Vamos honrar o título do nosso blog. o/
E aquecer para o próximo dia 13 que é o Dia Mundial do Rock! \,,/

Acho que todo mundo que gosta do bom e velho rock n' roll está ligado na turnê Heaven and Hell que o Dio (Ronnie James Dio) está fazendo com os integrantes da extinta banda Black Sabbath. O fato é que ele está nessa turnê pra relembrar a época em que ele tocava com essa galera muito foda, pois o Ozzy tinha saído (ou sido expulso, não me recordo).

Não pude deixar de notar na aparência desse roqueiro das antigas. Chamar ele de 'caveira ambulante' chega a ser até elogio. Mas devo ressaltar que, apesar de tuuudo, além de manter a sua alma no rock, ele ainda deixa as suas madeixas longas. É um senhor, sem dúvida, muito respeitável.

Estão duvidando? Olha aí:


Esse show foi na Bulgária e tem mais fotos neste site: Aquiiii!!!!

Pra quem não conhece essa fase do Black Sabbath, recomendo obviamente, baixar o CD todo (Heaven and Hell). Mas posso sugerir algumas músicas:

-Neon Knights
-Children of the Sea
-Heaven and Hell

Com isso dá pra ter uma idéia.

Have fun! =D

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Dor de Cotovelo...

Jornal: eleição das 7 maravilhas é farsa global

O jornal afirma que os espanhóis ficaram "profundamente decepcionados" ao saber que o candidato do país, o monumental palácio muçulmano da Alhambra, na Andaluzia, não receberá o status.

"A explicação é bem simples: a eleição se deu por votos através da Internet e de telefones celulares. O Brasil tem 188 milhões de habitantes, por isso existia um potencial de votantes muito maior que a Espanha ou a Grécia (que concorria com a Acrópole)".


Tadiiinhos...

É claro que cada habitante iria votar na 'maravilha' de seu país. Mas se a Espanha está na Europa, então eu suponho que a tecnologia esteja bem mais presente lá do que aqui. E nem assim? Tsc, tsc, tsc...
Na reportagem eles ainda falam quem o pessoal da América do Sul votou no Cristo e contra os "gringos". Ah, fala sério, se nós não formos patriotas, ao menos com nosso continente, quando é que seremos? Eles podem ser patriotas e nós não? Ah, por favor...

Posso dizer que este jornaleco de quinta me tapou de nojo... =P

domingo, 8 de julho de 2007

Da série "A realidade supera a ficção" (Parte 17)


Depois de passar por Campinas e Americana, a tocha pan-americana chegou, neste domingo, a São Paulo, o 40º ponto de parada do percurso que pretende atingir o Rio de Janeiro no dia 13 de julho, data da abertura dos Jogos Pan-Americanos 2007. (...) Toda a passagem pela cidade foi tranqüila, com exceção do momento em que a ex-jogadora de vôlei Ida foi receber a tocha. Assim que a atleta se posicionou para dar início a sua parte do revezamento, um morador de rua se aproximou e tentou pegar a tocha, mas foi rapidamente repreendido pela Polícia Militar.


Também: olha o tamanho do baseadão!

E no lugar de "foi rapidamente repreendido pela Polícia Militar" leiam "tomou uma surra da Polícia Militar, atrás do camburão e longe das câmeras pra não pegar mal pro governo".

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Receitas Rápidas

Tá, agora os que frequentam esse blog devem estar pensando: "Pronto, foi só colocar uma mulher e lá veio as receitas de cozinha". É verdade. Porém eu achei um site (in english) que ensina receitas rápidas e sem muita frescura e algumas explicadas em vídeo para todo ser que mora sozinho(a) ou que simplesmente tem preguiça de ficar pilotando um fogão (convenhamos, é chato). O ruim é que algumas coisas que eles usam só se encontra nos States, como por exemplo, polpa de limão enlatada.
O link é Food Network Video Guide e também ensina a fazer uns drinks bem acessíveis e fáceis, saindo do clichê refri e cerva.

Não coloquei vídeo de exemplo aqui pq não tem o embed. E ainda não sei roubar vídeos, um dia eu aprendo. Olhem no link Cocktail Hour o vídeo da Frozen Cranberry Margaritas...deu até sede....*_____*

Pensamento do dia

Eu gosto da minha universidade, mas eu preferia que ela tivesse outro nome. Não que UFRGS não seja legal (dizer Urgues é bem mais estiloso que U-Efe-Erre-Gê-Esse), mas seria muito mais legal se eu estudasse na Universidade de Porto Alegre, por que daí eu poderia dizer "Eu estudo na UPA!". E convenhamos, aquela história de "Me dá um UPA!" ficaria muito mais interessante.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Videosos Bacanosos (Parte 4)

Mais um envolvendo celebridade de escândalo sexual!!

Cicarelli deu na praia. Ela fechou o You Tube. Mas fizeram musiquinha.

Pitchuritchus - Vídeo da Cicarelli



Bem dançando o sozninho... será que ela concorda? =D

A Realidade Supera a Ficção (Parte 16)

Carro voador já pode ser encomendado na web

O veículo é dirigido como um carro e pode abaixar suas asas retráteis de 8,2 metros quando requerido.

E tuuudo isso me lembra...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A realidade supera a ficção (Parte 15)

Preso mais um suspeito de integrar o grupo Thundercats

Mais um suspeito de integrar o grupo de extermínio Thundercats foi preso no início da tarde desta quarta (4) em Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife. Elenildo Lima de Souza, 31 anos, conhecido como Lico, foi detido na comunidade Planeta dos Macacos.

...

O que o Snarf e seus amigos estão fazendo no Planeta dos Macacos? Aposto que isso é viral do Tim Burton pra fazer mais um filme bizarro, só que desta vez com macacos E homens-felinos.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Videosos Bacanosos (Parte 3)

Continuação do último post!

Sarah Silverman simplesmente detona Paris Hilton nesse vídeo. Ele fez isso durante o MTV Movie Awards e causou alguma polêmica.



TRADUÇÃO:

Sarah - "Dentro de alguns dias, Paris Hilton irá para a cadeia.
*A platéia vai a loucura*
*Paris querendo posar de "tô nem aí" mas com cara de "vadia do caralho, quero te esfolar viva"*

Sarah - Uau... uau... Obrigada... O juiz disse que não haverá frescuras... e isso é ridículo, é claro que ela vai receber tratamento especial... De fato, eu ouvi falar que pra ela se sentir mais confortável na prisão, os guardas vão pintar as barras da cela pra parecem com pênis.
*Boooooohh, platéia não acredita que ela disse isso, mas vai a loucura*

Sarah - Eu também não concordo... só acho que talvez ela quebre os dentes nessas coisas... Bom...
*Paris com cara de "já chega sua vadia, me pai vai ficar sabendo!!", mas ainda posando de "nem tô"*
*Sarah olha para Paris*

Sarah - Ah, querida... Uau, por que eu me sinto suja?

Videosos Bacanosos(Parte 2)

Finalmente, a série de vídeos voltou!

Dessa vez: Jay Leno entrevista Paris Hilton.

Jay Leno é um dos maiores apresentadores da televisão americana, dos programas dos quais o Jô Soares copiou o modelo.
Paris Hilton é a prostituta de luxo que todos conhecemos.

Essa entrevista é uma montagem (se não for, Paris é pior do que pensei XD).



TRADUÇÂO

Jay - Pra começar, obrigado por estar aqui
Paris - Eu considero você um ícone.
Jay - E eu considero você uma ex-presidiária! *
Paris - *silêncio*
Jay - Quando você foi pra prisão, te deram remédios. Pra que eles serviam?
Paris - Eu uso remédios desde criança, eu tenho TDA .
Jay - VOcê sabe soletrar TDA?
Paris - Eu não tenho idéia.
Jay - Quer tentar?
Paris - D-U-I.
Jay - Não muito bom... Quando você foi pra cadeia, te revistaram nua. Como foi isso?
Paris - Foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Jay - As presidiárias te deram algum apelido?
Paris - Carne Misteriosa
Jay - Algum outro?
Paris - Molhadinha... então...
Jay - Nossa, essa me distraiu... Por um momento eu esqueci o que ia dizer... Você já teve um branco?
Paris - Na verdade, do momento que eu acordo até o a hora que eu vou dormir.
Jay - Qual sua ascendência étnica?
Paris - Sou de aquário.
Jay - Você lembra da vez que você me convidou pra sua casa?
Paris - Sim, foi uma loucura, eu me sinto mal pelos meus vizinhos.
Jay - Ah, não tão mal assim...
Paris - Eu nunca vou cometer aquele erro novamente.
Jay - Vamo falar sobre seu disco!
Paris - A experiência mais humilhante da minha vida...
Jay - Mesmo? Sinto muito.
Paris - É bem nojento.
Jay - Falando de nojento, você já teve alguma DST?
Paris - Sim, algumas.
Jay - E você consegue soletrar DST?
Paris - D-U-I.
Jay - Quais são seus próximos projetos?
Paris - Quero ajudar a levantar dinheiro para ajudar crianças e vítimas do câncer de mama.
Jay - Você realmente vai fazer isso?
Paris - Não.
Jay - Bom, obrigado, Molhadinha... quer dizer, Senhorita Hilton, orbigado.

*: em inglês, ícone é icon, e ex-presidiário, ex con. Jay faz um trocadilho bacanainha
**: Transtorno do Déficit de Atenção

Isso me lembra de quando Sarah Silverman demoliu com a moral da Paris no último MTV Movie Awards. Mas isso é pro próximo post.

NERD Energy Drink (Parte 2)

Quando eu fiz o post sobre uma bebida Nerd, alguns me disseram que aquela não é a autêntica bebida dos nerds, atualmente. Aí me lembrei desta que um amigo havia me mostrado há algum tempo.

Sim, isso existe! A "Poção" do Final Fantasy XII, composta por 10 "ervas" diferentes (não, nenhum site fala quais são), é a sensação no Japão. Também vem assim:

Pesquisei no Google sobre ela e muitos sites falaram que é simplesmente horrível. Tem gosto de "leite rançoso" ou ainda "fucking acid". Depois de ler isso, acabei lembrando da minha infância, quando você juntava umas tantas tampinhas de coca e aí trocava por umas garrafinhas em miniatura e diziam que se tomasse o líquido de dentro (óbvio), poderia ser letal. Ah, o que as mães não inventavam, xD

Aqui! Tem uma avaliação falando o quão ruim ela pode ser. Não, não encontrei nenhum site falando bem. Se acharem, me avisem.
I guess that's all, folks! \=D/

Bizarro

Achei o chapéu bem bizarro...



Como só eu tenho atualizado o blog ultimamente, resolvi colocar uma imagem que é no mínimo intrigante...o quão ela pode ser, vou ver nos comentários (isso se alguém deixar)
Mas não posso deixar de comentar a aparência fálica desse adorno tosco. XD

sexta-feira, 29 de junho de 2007

A Realidade Supera a Ficção (Parte 14) ->Híbridos

Vocês lembram daquele desenho dos anos 80, os Wuzzles? Pois eram um bando de animais híbridos, com as misturebas mais bizarras. Alguns dos personagens eram:
Urso + borboleta era a Ursoleta.
Abelha + leão, o Abeleão.
Hipocó era a mistura do hipopótamo com o coelho.
Rinoceronte + macaco deu origem ao Rinocaco.
Elefante + canguru? Eleru!
Alce + foca resultou na Alçoca.

Porquê eu estou falando tudo isso? Só pra dizer que este animal não é tão recente assim, mas eu também nunca tinha visto um deles vivo....ei-lo:

Seu nome é Eclyse e completou 1 ano com muita saúde. Tomara que dure mais que a Dolly. O bom é que esse não é clonado porque foi feito pelo jeito mais velho do mundo, ou seja, através do coito. Não necessariamente quer dizer que ele vai durar mais, mas a mistura de genes diferentes ajuda muito na perpetuação da 'espécie'.


Será que os "príncipes encantados" de hoje virão não mais em seu cavalo branco, mas...numa mistureba? Só falta colocar neon, woofers e turbo. =P

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Rides

Vou criar uma série aqui no blog pra quando eu quiser falar de carros (ou qualquer outro postador que queira também).
Este é um carro, sem dúvida, muito interessante. A Ford agora se inspira em aviões e espaçonaves para elaborar carros para ricaços. O Ford Airstream Concept é o novo carro-conceito da empresa, que teve seu design particularmente inspirado no filme 2001 - Uma Odisséia No Espaço. Em outras palavras, um carro foda e estiloso.

Visão de fora:


Visão de dentro:

A Realidade Supera a Ficção (Parte 13) ->Humor Negro...

Ou simplesmente esse cara queria morrer 'feliz', se é que tem como. Dias antes de ser executado, ele criou um perfil no My Space e pediu à todos os internautas do mundo para mandarem suas melhores piadas pra ele, que estava afim de morrer numa boa, sem muito stress.
Realmente, este moço me surpreendeu.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Coisas que aprendi na Faculdade (Parte 30)

Janta no RU: 1,30
Suco do RU: 0,30
Comer musse de chocolate de sobremesa no RU: Não tem preço

Existem coisas que o dinheiro não compra. Para todas as outras, a Mãe UFRGS te consegue um descontão.

Coisas que aprendi na Faculdade (Parte 29)

Matemática. Por incrível que pareça, se você fizer os exercícios, pode aprender a fazer a lógica e os cálculos sem muito esforço da massa encefálica. Parece papo de professor, mas eu não acreditava neles até fazer a cadeira de Matemática Discreta.

Como diria Leon: "Estudar é preciso, viver não."

xD

quarta-feira, 20 de junho de 2007

NERD Energy Drink

É isso mesmo! Uma bebida desenvolvida especialmente para os nerds. Com muita cafeína e muitos nomes de substâncias complicados de dizer ou até mesmo ler, ela promete melhor foco nas atividades e energia para fazê-las.
Eu estava pensando...será que se a gente oferecer isso ao nosso presidente, a capacidade mental dele melhora? Ou será que posso transformar um gato comum num ser mais intelectual? Tá, viajei...



Recomendado para: Estudantes, Jogadores de videogame e PC e ratos de academia.
Porque coloquei aquilo em negrito? Ahn, simples...já notaram que, todas as pessoas que passam muito tempo em determinado espaço (cúbico ou não) acabam se tornando "ratos de tal lugar". Ex.: ratos de biblioteca, de construção, de navio...
Será que existe ratos de bu...ah, esqueçam! 8D

O preço é bom e sem taxa de envio.

Mais informações, acesse: NERD

terça-feira, 19 de junho de 2007

Kung Fu...Galeteado?

Filho do Bruce Lee?
Neto do Karatê Kid?
Futuro membro dos Power Rangers?
Irmãozinho da Chun-li?

Tirem suas próprias conclusões...XD

E COMENTEM, DIO CRAMEGNA! ¬¬

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Da Série "A Realidade Supera a Ficção" (Parte 12)

A humanidade evolui. A cada dia, novas tecnologias são inventadas e seu uso é disseminado pela população. Mas ainda há uma partedo povo que desconhece a tecnologia, e vive alheia a toda a evolução. Veja essa incrivel prova de que o mundo não se desenvolve por igual:



Isso mesmo: uma roda quadrada.

Detalhe:



Acreditem, isso não é photoshop.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Não Fume!!!

C3PO adverte: fumar é prejudicial, mesmo que você não tenha pulmões!



O R2D2 é tãããão fofo! *¬*

Os brasileiros adoram falar mal do Brasil

Em recente entrevista Lula afirma que os brasileiros adoram falar mal do Brasil. No caso, ele estava apoiando a votação de que o Cristo Redentor merece a condição de "Maravilha Moderna Mundial". Concordo, é uma obra e tanto, mas a declaração dele sobre os brasileiros foi infeliz tanto quanto foi a de Marta Suplicy ao dizer "Relaxa e goza" para os turistas que enfrentam o caos dos aeroportos brasileiros. Nunca viajei de avião, mas já fiquei presa em alfândega, como a do Chile que fica a 3 mil metros do nivel do mar. Frio? Não, impressão sua. Tudo porque o carinha da alfândega não foi com a nossa cara. Pode? Bom, deixa esse assunto pra outro post.

O que quero dizer é que, se os brasileiros falam mal do nosso país é porque certamente temos razão de fazê-lo.

1- Vamos começar pelo óbvio, os escândalos políticos. Cada vez mais aparecem verdadeiros criminosos de colarinho branco que roubam nosso dinheiro e raramente devolvem sequer 10% do que tiraram dos cofres públicos. O tempo de mandato do senado é um absurdo, são 8 anos enchendo cu de porco gordo. Os salários dos políticos é outro absurdo e mostra mais do que qualquer coisa a situação de desigualdade social. Quisera eu trabalhar quando bem entendesse e ganhar R$16.000,00 pra isso. "Trabalhar", bem entre aspas, pois eles não fazem, aparentemente, nada. Estavam loucos pra tirar os direitos dos trabalhadores, pra arrecadar mais impostos. Já não basta trabalhar de 4 a 5 meses pra pagar impostos e eles ainda querem mais. Você não acha que tudo isso já encheu o saco? Calma, tem mais...

2-Outro tema clichê, mas que tem a maior repercussão nacional é a violência. Tem muitas pessoas já fazendo justiça com as próprias mãos, linxando esses vagabundos nas ruas. A polícia tem um índice de corrupção incrível devido ao salário de miséria que o governo paga. Não tem munição, não tem colete à prova de balas pra todos. Muitos moram em favelas, sim, e por isso trocam sua dignidade por proteção. Meu pai dizia que chegaria o dia em que os criminosos iam certamente mandar mais que os policiais. Não passou nem 20 anos do que ele tinha falado e está aí, pra todos verem...

3- Nós não temos apoio aos esportes, não temos apoio à cultura, não temos apoio aos universitários (ProUni é ridículo e racista), não temos incentivo ao estudo nas escolas por parte dos professores porque o salário deles e o incentivo que o governo dá à eles é incrivelmente baixo, não temos incentivo à cidadania e ao patriotismo, temos um incentivo ínfimo ao controle de natalidade, não temos incentivo significativo à preservação da Amazônia, não temos gente suficiente e bem paga no IBAMA pra evitar o comércio de animais silvestres, não temos controle suficiente nas empresas contra a poluição de rios e mananciais...e por aí vai...

Se depois de tudo isso você quiser falar bem do Brasil pros EUA, ou na Europa, enfim, eu te considero uma pessoa muito otimista. Não digo que tudo deve ser perfeito, pois eu estaria pedindo demais. Mas garanto que estas coisas todas juntas não acontecem por lá.

E esta é minha opinião sobre a declaração do nosso amado presidente. ¬¬
Mais uma vez digo, É A MINHA OPINIÃO, não tem nada a ver com os interesses e opiniões gerais do blog. Vou colocar isso sempre nos posts, senão vai dá merda.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Coisas que aprendi na Faculdade (Parte 28)

Omelete com presunto e queijo (peito de peru, no meu caso) é o alimento mais completo para universitários do sexo masculino.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Relatos de um Calouro no Movimento Estudantil da UFRGS (Parte 2)

Andei lendo as discussões nas comunidades UFRGS, USP Ocupação da Reitoria da USP no Orkut, a respeito do movimento ocupatório que tomou conta do país esta semana.

Para quem acha que são ideais nobres que motivam os ocupantes e/ou aqueles que são contra ocupações de reitoria: leia os tópicos destas comunidades.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Relatos de um Calouro no Movimento Estudantil da UFRGS

Acho que faz uma semana desde que li a respeito da invasão da reitoria da USP pelos seus estudantes. Sentindo o cheiro da "pólvora no ar", ou em outras palavras, a eletrecidade na atmosfera acadêmica, me flagrei pensando "tomara que arrebente uma merda parecida aqui na UFRGS, pra que eu possa invadir a reitoria também!"

No dia 5 de junho de 2007, aproximadamente às 9 horas da manhã, estava caminhando pelo Campus do Centro, procurando um computador que não estivesse Orkut bloqueado (era pra coisa útil, gente, eu juro). Caminhar pelo Campus do Centro é uma experiência maravilhosa para mim, que vivo no Campus Saúde. Meu campus, se é que posso chamá-lo assim, é tudo, menos um campus universitário. É um amontoado de prédios da UFRGS, que calham de estarem fisicamente próximos uns dos outros. Mas não há nenhum tipo de interação real entre os cursos: estudantes de Farmácia ficam na Faculdade de Farmácia, estudantes de Psicologia ficam no Instituto de Psicologia, separados por grades e preconceitos. No Campus Centro ocorre justamente o contrário: todos estão juntos de todos, caminhando por entre os prédios históricos, jogando truco no Bar do Antônio, interagindo.

O Campus do Centro é sede de vários cursos, mas o principal deles não é contado como tal: o curso de Movimentação Política.

Durante minhas andanças, acabei passando na frente da Faculdade de Educação, onde havia um aglomerado de pessoas em torno de alguém com um megafone. Eu sabia o que era, pois tinha recebido um panfleto sobre um ato público naquele local ainda noutro dia. A curiosidade me levou até lá, para tentar escutar o que diziam. Me arrependi. Tudo o que ouvi foram gritos de guerra batidos, como "Cotas na UFRGS Já!" "Pela universidade pública popular de qualidade", e um punhado de outras abobrinhas que, de tão irritantes, fiz questão de não conseguir lembrar. Fui para a livraria da universidade, que estava vendendo livros por 6,50. Fiquei lá por pelo menos trinta minutos, olhando para as capas dos livros mais interessantes. Nem passava pela minha cabeça que eu estava apenas 400 metros de uma importante manifestação.

Foi depois de uma aula particularmente chata que fiquei sabendo que a reitoria da UFRGS tinha sido ocupada por estudantes em protesto. A primeira coisa que passou pela minha mente não foi aquela imagem romântica dos estudantes, lutando por um mundo melhor, invadindo a sala do reitor opressor e clamando por melhoras. Na hora, pensei "Virou modinha essa história de invadir reitoria agora, porra?!?!" Mas, mais uma vez, o cheiro de pólvora no ar era intoxicante, e meu lado racional lutava contra o desejo de ir lá acampar no saguão.

Decidi ver por que estes estudantes protestavam de forma tão veemente, e li outro panfleto, que me entregaram naquele mesmo dia, com muito mais atenção do que li o outro. Está escrito:

Pauta de Reivindicações:
1) Apoio à ocupação da Reitoria da USP;
2) Contra a Reforma Universitária;
3) Redução da taxa do vestibular e ampliação das isenções totais;
4) RU na ESEF já!;
5) Ampliação do RU do Vale;
6) Garantia definitiva dos espaços estudantis. Ninguém toca na TOCA, no CECS, no CEABi e no DACOM;
7) Novo prédio do Instituto de Artes;
8) Ações afirmativas na UFRGS. Onde está a diversidade na universidade?

Já falei como senti-me a primeira vez que li sobre os estudantes na reitoria da USP, e entendo a importância das reivindicações número 4, 5 e 6, pois o que seria de mim sem o nosso amado almoço de 1,30 e o sofá do Diretório Acadêmico? Provavelmente um indivíduo mais estudioso, mas profundamente entediado e infeliz. Também entendo a importância de mudar o prédio das Artes para um lugar mais seguro, pois na última festa que fui lá, uma colega minha quase foi atingida por um braço de gesso na cabeça e o elevador de lá é quase um instrumento de tortura psicológica, e sou compreensivo quanto ao fato de muitos acharem que 95 reais de taxa de inscrição um tanto salgado, mas fiquei intrigado com essas coisas de "Reforma Universitária" e "Ações Afirmativas". O que seriam?

A primeira pergunta foi respondida à noite, durante nossa reunião do DAP, por um convidado que fez parte do DCE-UFRGS, mas que acabou saíndo por divergências ideológicas. Segundo ele, que também acabou saíndo do PSTU por divergências ideológicas (esquerdista demais?), a Reforma Universitária é um projeto do Banco Mundial para privatizar o ensino superior público. Como eu não li, ainda, o projeto de lei da Reforma, fico por isso mesmo, apesar de achar um tanto quanto inverossímil esta explicação. A segunda resposta só me foi dada no dia seguinte. Segundo minha fonte, que considero confiável, ações afirmativas são atitudes que as universidades tomam para aumentar a inclusão social de grupos menos favorecidos, como pobres e negros. E negros pobres. Estava pensando seriamente em ir ocupar a reitoria também, fazer um pouco de turismo por aí, mas me lembrei que tinha trabalho para fazer. Iria para lá se o local continuasse ocupado até quarta-feira.

Dito e feito, quarta-feira dia 6, às 18:30, estava eu e meu companheiro de indiadas Bétts na frente da reitoria, para uma assembléia de estudantes que ocorreria naquele local. Ficamos assistindo, com muito entusiasmo, uma apresentação dos estudantes de Artes Dramáticas. Minha alta sensiblidade para as subjetividades artísticas me levaram a refletir que caralho eu estava fazendo naquele lugar assistindo teatro subsubjetivo. Mas logo a assembléia começou, e discutiu-se de cara uma pauta de extrema importância para a humanidade: a posição da caixa de som. Parecia uma piada de mau gosto aqueles caras com ares de importância dizendo "a proposta número 1 é colocar a caixa no meio do saguão. A proposta número 2 é deixar a caixa onde está, em cima do balcão". Mais dois minutos dessa lenga-lenga e eu iria propor pendurar a caixa no teto.

Não sei se foi só impressão minha, mas os caras do DCE pareciam estar servindo algum interesse que não do movimento estudantil (já falei que eles são filiados ao P-SOL?). Diziam que a assembléia seria democrática, mas também diziam que só alguns poderiam falar (quem era do DCE) por questões de "praticidade". Claro que esta história não colou, e todos que quisessem poderiam, desde que se inscrevessem antes, falar no microfone por até 1 minuto.

Na teoria isso deveria funcionar, mas na prática a coisa foi bem diferente. Tive a ligeira impressão de que o relógio corria mais devagar para quem ia lá na frente falar "Esta ocupação foi uma grande vitória, um marco na história do movimento estudantil", do que quem ia se opor às posições do DCE. E o Guardião do Tempo, o Cara que ficava controlando o tempo, fazia questão de a cada 15 segundos dizer para estas pessoas que o tempo estava acabando. Há boatos que o fio do microfone encolhia magicamente quando alguém deste segundo grupo ia falar. Também fiquei com a impressão de que o chefe do DCE estava na fase da fixação oral que Freud falava, pois ele só largava o microfone a cara e custo. E quando largava fazia beicinho (tá, não fazia, mas bem que gostaria de fazer).

Segundo o DCE, todas as reivindicações que citei acima, menos as de número 1 e 2, foram aceitas pelo reitor, graças à ocupação: a taxa do vestibular será cortada pela metade e as isenções totais serão ampliadas já no próximo concurso, os RUs da ESEF e do Vale ficarão prontos até o final do ano, os espaços estudantis estão garantidos e o Instituto de Artes será movido para o antigo prédio da Faculdade de Medicina no Centro. Inacreditável! Uma guria da História que estava sentada do meu lado no chão do saguão fez uma observação muito interessante, que era muito improvável que uma ocupação de um dia conseguisse mudar as idéias do reitor tão rapidamente. Fiz alguns cálculos mentais e cheguei a seguinte conclusão: 400 estudantes na UFRGS, ocupando a reitoria por um dia, conseguiram muito mais concessões do que 1500 estudantes da USP, que ocupam a reitoria deles há mais de 35 dias. Eu esqueci de falar antes, mas o RU da ESEF é uma reclamação antiga dos estudantes, e a manutenção dos espaços estudantis ainda mais, especialmente no caso da Toca. É realmente significativo que o reitor tenha cedido em tantos pontos nevrálgicos. Provavelmente, os projetos já estavam engatilhados, mas agora foi a hora perfeita para o DCE anunciá-los como conquistas do movimento estudantil.

No fim da assembléia, foi decidido que a ocupação já tinha sido vitoriosa, e, para não por as recentes conquistas a perder, ela deveria ser encerrada. Os estudantes sairiam do saguão da reitoria de cabeça erguida! Vitória! "Ocupar, Ocupar, Resistir pra Estudar!" "Na USP, na UFRGS, quem disse que não viu? Quem disse que tá morto o movimento estudantil!"

Dois colegas meus, um tanto quanto mais velhos do que eu, tanto em idade quanto em vida em universidade, disseram basicamente a mesma coisa: quando você vai nessas manifestações políticas, você tem seus próprios motivos para tanto, seja ideologia, inércia ou vontade de fazer baderna. Mas quem articula estes movimentos também tem motivos próprios, especialmente poder. E, mesmo que você não queira, você acaba servindo de escada para eles. É importante lembrar que praticamente todos os políticos de nossa época começaram nos movimentos estudantil ou sindical.

Desta vez, fui apenas um observador. Talvez, numa próxima manifestação relevante eu seja mais do que isso. Não sei. Mas vi que quem entra nessa brincadeira tem que seguir as regras estabelecidas: coação, fraude, incoerência. Talvez eu entre nesta história para acabar com isso, caçar os marajás. Mas eu não posso me esquecer que o último Caçador de Marajás era o maior de todos os marajás. Talvez eu esteja completamente equivocado quanto as minhas posições. Por enquanto eu não sei responder se fiz escolhas erradas. Me perguntem isso daqui a dois semestres.

Já dizia Nietzsche: "Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você."







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-Dicionário para quem está mais perdido do que peido em bombacha:
*USP - Universidade de São Paulo;
*UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Onde eu estudo atualmente;
*DAP - Diretório Acadêmico de Psicologia. Lugar bacanoso;
*RU - Restaurante Universitário. Local de rango barato;
*ESEF - Escola Superior de Educação Física. Também conhecida como Campus Olímpico;
*Campus do Vale - Campus mais isolado fisicamente. Notório pela alta densidade de usuários de substâncias tóxicas (drogados) e por seus parques temáticos (fumódromo). Também conhecido como "A Selva";
*Toca - Lugar todo especial onde os estudantes de Letras e História vão para cheirar maconha e fumar cocaína;
*CECS - Centro Estudantil de Ciências Sociais (presumo eu);
*CEABi - Centro Estudantil da Arquivologia e Biblioteconomia. Só descobri que essa birosca existia ontem;
*DACOM - Diretório Acadêmico da Comunicação. Tem uma mesa de sinuca supimpa lá;
*DCE - Diretório Central Estudantil. Se você procurar no Google, vai aparecer "Você quis dizer: Máfia"

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Listão do ENADE

Lista das melhores faculdades do Brasil segundo o ENADE. A porcentagem ao lado reflete o número de cursos com nota máxima (5).

Em negrito, as universidades de maior "interesse" para nós, por serem do Rio Grande do Sul:

1 - Universidade Federal de Minas Gerais 80,00%
2 - Universidade Estadual de Montes de Claros 59,09%
3 - Universidade Federal de Juiz de Fora 57,14%
4 - Fundação Universidade Federal de Viçosa 56,52%
5 - Universidade Federal de São João Del Rei 53,84%
6 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul 53,65%
7 - Universidade Federal de Santa Maria 51,28%
8 - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro 40,00%
9 - Universidade Federal de São Carlos 40,00%
10 - Universidade Federal de Ouro Preto 40,00%

11 - Universidade de Brasília 39,47%
12 - Universidade Federal do Rio de Janeiro 38,09%
13 - Universidade Federal de Uberlândia 36,66%
14 - Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho35,29%
15 - Universidade Estadual de Feira de Santana 31,25%
16 - Universidade Federal do Espírito Santo 30,30%
17 - Universidade do Estado do Rio de Janeiro 29,72%
18 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte 27,27%
19 - Universidade Federal do Paraná 27,02%
20 - Universidade Federal de Santa Catarina 26,31%

21 - Universidade Estadual de Londrina 25,00%
22 - Universidade Federal de Pelotas 23,07%
23 - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro 21,42%
24 - Universidade Estadual de Maringá 20,58%
25 - Universidade Federal Fluminense 19,56%
26 - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 19,04%
27 - Universidade Estadual de Ponta Grossa 16,00%
28 - Universidade Estadual do Oeste do Paraná 15,90%
29 - Universidade do Estado da Bahia 15,68%
30 - Universidade Estadual do Centro Oeste 15,38%

31 - Universidade Federal do Ceará 15,15%
32 - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte 14,81%
33 - Universidade Federal da Bahia 13,15%
34 - Universidade Católica de Petrópolis 12,50%
35 - Universidade Federal de Goiás 12,24%
36 - Universidade Federal de Pernambuco 12,19%
37 - Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina 11,76%
38 - Fundação Universidade Federal do Rio Grande 11,76%
39 - Universidade Estadual de Santa Cruz 10,52%
40 - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais 10,16%

41 - Universidade Cruzeiro do Sul 8,69%
42 - Universidade Presbiteriana Mackenzie 8,00%
43 - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul 7,93%
44 - Universidade Federal da Paraíba 7,89%
45 - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro 7,69%
46 - Universidade Federal do Maranhão 7,14%
47 - Universidade Federal de Sergipe 6,89%
48 - Universidade Federal do Piauí 6,66%
49 - Centro Universitário Univates 6,66%
50 - Pontifícia Universidade Católica do RS 6,66%

51 - Universidade de Pernambuco 6,45%
52 - Universidade Severino Sombra 6,25%
53 - Universidade Estadual do Maranhão 5,88%
54 - Universidade Federal de Roraima 5,88%
55 - Universidade Federal do Acre 5,88%
56 - Centro Universitário de Barra Mansa 5,88%
57 - Pontifícia Universidade Católica de Campinas 5,71%
58 - Centro Universitário do Leste de Minas Gerais 5,55%
59 - Universidade Anhembi Morumbi 5,55%
60 - Centro Universitário de Belo Horizonte 5,26%

61 - Fundação Universidade Federal de Rondônia 5,26%
62 - Universidade Estadual do Piauí 4,87%
63 - Universidade do Estado do Pará 4,54%
64 - Universidade Federal de Mato Grosso 4,44%
65 - Universidade do Sagrado Coração 4,16%
66 - Universidade de Passo Fundo 4,00%
67 - Universidade de Fortaleza 3,84%
68 - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo 3,84%
69 - Universidade Federal de Campina Grande 3,70%
70 - Universidade de Ribeirão Preto 3,57%

71 - Universidade São Judas Tadeu 3,57%
72 - Universidade Estadual de Goiás 3,44%
73 - Universidade de Uberaba 3,44%
74 - Universidade Tuiuti do Paraná 3,44%
75 - Universidade do Vale do Rio dos Sinos 3,22%
76 - Universidade Estadual do Ceará 3,22%
77 - Universidade Federal de Alagoas 3,12%
78 - Universidade de Santa Cruz do Sul 2,94%
79 - Universidade do Oeste de Santa Catarina 2,43%
80 - Universidade de Caxias do Sul 1,96%

81 - Universidade Salgado de Oliveira 1,69%
82 - Universidade Paulista 0,63%

Fatos curiosos:

-As 5 primeiras são todas de Minas Gerais, o que reflete um provável investimento maciço em ensino superior nos últimos anos, além de um corpo discente muito competente.

-Nem a USP, nem a Unicamp, universidades estaduais de São Paulo com qualidade de ensino lendária, não aparecem na lista. Provavelmente foi boicote dos alunos (ai ai ai... universidade pública é tão divertida!).

-Também não achei a Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA), a Fundação, mas talvez por que tenha sido considerada parte da UFRGS.

-A PUC-Rio é a melhor particular do Brasil, deixando muita federal no chinelo, o que manda por terra aquele mito que "Faculdade Pública>Faculdade Particular".


Apesar de me sentir todo pimpão com a possibilidade de poder dizer que a universidade onde estudo é uma das melhores do país e a melhor disparada do estado, também sinto que é meu dever dizer que muito provavelmente, os métodos de avaliação não são tão confiáveis quanto gostaríamos, e que, em última instância, que faz a faculdade é o estudante.

Se possível, postarem a lista dos cursos específicos que mais nos importam, como Psicologia e Ciência da Computação (ou era Engenharia da Computação?)